terça-feira, 25 de julho de 2023

7 livros diferentes de autores nacionais pra você conhecer no Dia do Escritor


Comemora-se hoje, dia 25 de julho, o Dia Nacional do Escritor. A data foi escolhida como forma de homenagear o ex-ministro da Educação e Cultura Pedro Paulo Penido e serve também para reforçar a importância dessa profissão que exalta a cultura e a educação. 

Mas para quem já gosta de ler, a data é só mais uma razão para mergulhar nos livros. Pensando nisso, listamos 7 autores nacionais diferentes para você conhecer. A boa notícia é que tem leitura para todos os gostos!

Vinicius Grossos - Uma Canção de Amor e ódio


 

Um dos autores mais conhecidos da literatura YA no Brasil, Vinícius Grossos fez sua estreia no universo hot numa comédia romântica que conta detalhes envolventes da relação entre Benjamin e Theodoro, dois cantores brasileiros rivais do mundo pop. Após um vexame midiático no festival Pop in Rio, os dois cantores são obrigados pela gravadora a fazerem uma música juntos para minimizar os danos da polêmica. E é dessa aproximação que irá surgir não só uma música, mas uma relação intensa e bem quente.

A obra é publicação da Naci, selo da editora Nacional.





Aureliano - Madame Xanadu 



A obra de Aureliano tem um enredo envolvente numa espécie de quebra-cabeças para desvendar a vida de uma drag queen, personagem principal que dá nome ao livro. Com elementos importantes, a história tem um misto de reflexões sobre a vida e traz alguns debates importantes, que vão desde uma personagem trans até sobre suicidio, tema esse que o escritor sempre busca falar para conscientizar as pessoas

A obra também é publicação da Naci, selo da editora Nacional.






Wandy luz - A metamorfose é irreversível



Conhecida nas redes por traduzir sentimentos em palavras e organizar as lições de vida em ideias claras, Wandy Luz lançou "A metamorfose é irreversível" em 2022. A obra reúne dois mil textos inspiradores de autoconhecimento da jornalista e traz também, em alguns trechos, relatos pessoais de como sempre sonhou em ser escritora. 

A obra é publicação da editora Nacional.  






Aimee Oliveira - Ladeira Abaixo



Com uma escrita inconfundível, Aimee Oliveira nos apresenta Antônia Vasquez, que mora numa ladeira de Santa Tereza. Ultimamente sua vida parece acompanhar o movimento que ela faz todos os dias ao sair de casa: uma descida íngreme. Ela se desdobra em mil para pagar a faculdade, dar conta dos estudos, cruzar a cidade de uma ponta à outra para ir ao trabalho e, ainda por cima, tomar conta de dona Fifi, sua avó, que está apresentando os primeiros sintomas de Alzheimer. 

Como se não bastasse, um dia, em meio aos tantos transportes públicos que utiliza, ela dá o azar de pegar o mesmo que Gregório, seu ex-melhor amigo. E, pior ainda, acaba desenvolvendo um crush nele.

A obra é publicação da editora Nacional.



Paulo Moreira - Bom dia, Socorro



"Bom dia, grupo!", quem nunca recebeu uma mensagem assim, com uma figurinha cheia de rococós, e ficou o dia todo pego em trocas de mensagens no celular? Foi o que aconteceu com Beta e Socorro, que ficaram presas numa batalha de mensagens de celular, cada uma mais enfeitada que outra. Essa mistura de grupo de zap com anime de lutinha com um tempero bem brasileiro é o mote da história em quadrinhos "Bom dia, Socorro", de Paulo Moreira.

O livro foi um dos 10 maiores projetos do Catarse, plataforma de financiamento coletivo, na modalidade Quadrinhos, e é publicado pela editora Conrad.




Marília Marz - Indivisível



Projeto da ilustradora e quadrinista independente, o quadrinho explora e discute a cultura negra e leste-asiática presentes no bairro da Liberdade, em São Paulo. Dividido em duas narrativas opostas associadas às culturas negra e leste-asiática, principalmente a japonesa, a obra busca contribuir para o entendimento do processo de construção da identidade do bairro, mostrando como antigamente ele era ocupado por escravos do século XIX e agora ele é muito conhecido como o bairro da colônia oriental.

A HQ foi vencedora do prêmio de publicações Des.gráfica 2018. 




Laerte Coutinho - A Noite dos Palhaços Mudos



Os Palhaços Mudos são considerados uma ameaça, e conservadores e preservadores do status quo tentam de tudo para exterminá-los. Quando um grupo tem sucesso em capturar um dos Palhaços Mudos e pretende eliminá-lo, deflagram uma hilária operação de resgate. 

Laerte já contribuiu para diversas publicações na Veja, Isto é, O Pasquim, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo. A obra faz parte do projeto HQ Para Todos, da editora Conrad, que visa disponibilizar quadrinhos mais acessíveis a todo público.


Dia do Escritor: Conheça três autoras brasileiras que não saem da prateleiras dos livros mais vendidos do ano - e suas obras inspiradoras


As obras de autoria feminina chegaram para ficar. Confira as dicas da pesquisadora Dhafyni Mendes para manter sua biblioteca particular atualizada com grandes nomes

Desde 1960, o Brasil comemora em 25 de julho o Dia Nacional do Escritor. A data foi estabelecida pelo então ministro da Educação e Cultura, por causa da realização do I Festival do Escritor Brasileiro, que ocorreu no mesmo ano e foi patrocinado pela União Brasileira dos Escritores, que tinha como vice-presidente um dos autores mais importantes da história literária nacional: o baiano Jorge Amado. 

Escritores, ministros, autores: a história da literatura por muito tempo foi reconhecida e contada pelos homens, mas não foi escrita apenas pelo trabalho entregue por eles. Segundo algumas pesquisas, em 1859 foi publicado o primeiro romance escrito por uma mulher, a maranhense Maria Firmina dos Reis, um livro chamado Úrsula. A autora nem sequer assinou sua obra, escondeu-se sob o pseudônimo de “uma maranhense” e começou o livro dizendo: “Sei que pouco vale este romance, porque foi escrito por uma mulher (...) sem o trato e conversação dos homens ilustrados”. 

“Diferente dos Estados Unidos, onde, já no século XIX três quartos dos romances eram escritos por mulheres, o Brasil demorou para reconhecer a potência das mulheres que se dedicavam à literatura e à leitura, principalmente porque a alfabetização feminina aqui foi muito tardia em relação à masculina”, explica a pesquisadora de carreiras femininas e cofundadora do Todas Group, Dhafyni Mendes. 

A empresária destaca que foi preciso muito esforço, dedicação e talento para que as autoras conquistassem o mercado. “Outra contribuição importante são os movimentos que surgiram recentemente e que incentivam as pessoas a buscarem por obras escritas por mulheres, não só para que elas tenham o devido reconhecimento, mas também para que nós tenhamos mais contato, como leitoras e leitores, com outros pontos de vista, universos e criações, por meio da literatura - seja ela ficção ou não”, lembra Dhafyni. 



Autoras brasileiras consagradas, como Lygia Fagundes Telles, Cora Coralina, Hilda Hilst, Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector, inspiraram e abriram o caminho para que outras escritoras contemporâneas tivessem seus livros publicados em grandes editoras, além de gerar o interesse do público em ler o que mulheres têm a dizer sobre os mais variados temas. 

Para celebrar o Dia do Escritor, a pesquisadora indicou três autoras contemporâneas  - e um de seus livros -  para quem quer renovar sua biblioteca ou deixar ainda mais interessante seu repertório de histórias, perspectivas e possibilidades literárias. 

1. Elisama Santos (Bahia, 1985)

Elisama é psicanalista e autora de três best-sellers de não-ficção. Seu primeiro livro, Educação Não Violenta, foi publicado em 2019 e virou febre entre pais, mães, professores e profissionais da área de educação. Ela também dá muitas palestras e faz conteúdos sobre educação parental e a construção de relacionamentos mais saudáveis, por meio de uma comunicação mais aberta e menos impositiva entre adultos e crianças. 

Tem dois filhos e compartilha em suas redes sociais muitas reflexões sobre maternidade, pluralidade e relacionamentos. A linguagem de seus livros é leve, fluida e conectiva, estabelecendo uma identificação imediata entre a autora e quem está lendo. Em 2022, Elisama estreou na ficção, com a publicação de “Mesmo Rio”. “Um livro envolvente e sensível sobre conflitos familiares, que nos faz desenvolver compaixão pelos personagens e reflexões profundas sobre nossas próprias expectativas em relação à família”, conta Dhafyni. 

2. Lorena Portela (Ceará, 1986)

Lorena nasceu em Moçamba, cresceu em Fortaleza, morou por cinco anos em Lisboa e hoje vive em Londres. É jornalista, foi redatora publicitária, foi colunista no jornal Diário do Nordeste e hoje escreve sobre feminismo e sociedade na Revista Cláudia. Em 2020, lançou seu primeiro livro de forma independente, que vendeu mais de 10 mil exemplares. Ela já está trabalhando em sua segunda obra, mas seu trabalho de estreia, “Primeiro eu tive que morrer”, já disse a que Lorena veio.

O livro é um inventário sobre a auto descoberta de uma mulher que se vê em uma situação na qual não se imaginava: perdida. Ela questiona como, em sua vida, relações tóxicas podem ter se tornado sinônimo de sucesso. “Ao vermos na narrativa uma mulher que quase precisou morrer, literalmente, nos questionamos sobre nossas próprias escolhas e parâmetros de felicidade. A personagem ainda encontra nas dores de outras mulheres as respostas para alguns de seus maiores conflitos internos. Não por acaso, uma mulher brilhante e a quem admiro ptofundamente me indicou esta leitura”, explica a pesquisadora.

3. Carla Madeira (Minas Gerais, 1964)

Carla é, além de escritora, professora e sócia de uma agência de publicidade. Diferente das duas anteriores, está na estrada da literatura há anos. Seu primeiro livro, “Tudo é Rio”, foi publicado em 2014, mas demorou 14 anos para ser finalizado e, em 2021, o título levou Carla para a posição de segunda escritora mais lida do Brasil. A própria autora diz que, quando terminou o livro, já sabia que era uma história viral, do tipo que as pessoas querem que os amigos e amigas leiam para comentar sobre. 

Além dele, a autora tem outras três obras publicadas, que também estão no ranking da Lista Nielsen Publishnews - publicação mais tradicional do setor editorial - entre os livros mais vendidos de 2023. Carla já recebeu propostas para transformar “Tudo é Rio” em filme, mas ainda não aceitou os convites - uma de suas exigências é que o longa seja dirigido por uma mulher. “Quando alguém me pede uma indicação de leitura, esse livro é minha primeira sugestão. Não conheço ninguém que não tenha ficado extremamente impactado com as percepções das relações humanas ao estar diante de Lucy, Dalva e Venâncio, em uma narrativa escrita de forma visceral e, ao mesmo tempo poética”, conta Dhafyni sobre a obra.


Uberlândia se prepara para o lançamento de uma obra transformadora


Estudos, vivências, cartas, poemas, meditações e músicas de mulheres personificam a essência do livro e enriquecem a narrativa de "Uma nova mulher"

No próximo dia 31 de julho, a cidade de Uberlândia/ MG será o palco para o lançamento de um livro profundo e revelador: "Uma Nova Mulher - Curando a conexão mãe e filha" (Literare Books International), da terapeuta sistêmica, facilitadora e escritora Lari Pedrosa. Com uma abordagem sistêmica e repleta de histórias tocantes, a obra explora a complexa dinâmica entre mães e filhas e seu poderoso impacto no crescimento pessoal e na cura das mulheres.

"Uma Nova Mulher" mergulha nas profundezas das relações maternas e filiais, trazendo relatos íntimos da própria autora e de suas clientes e seguidoras. Estudos, vivências, cartas, poemas, meditações e músicas de mulheres que personificam a essência do livro enriquecem a narrativa, criando uma experiência envolvente e tocante para as leitoras.

Lari Pedrosa conduz o leitor por uma jornada de autorreflexão e autodescoberta, oferecendo uma perspectiva valiosa sobre essa temática complexa. O livro inspira as mulheres a libertarem-se das lealdades familiares, encontrarem sua própria identidade e integrarem os aspectos positivos de suas mães e ancestrais enquanto buscam a cura e evolução pessoal. “Este livro é o resultado de anos de observação e escuta terapêutica com o propósito de levar mais consciência às filhas que desejam melhorar suas relações internas com as mães e se tornarem ‘uma nova mulher’”, afirma a autora.



O lançamento de "Uma Nova Mulher - Curando a conexão mãe e filha" será no dia 31 de julho, na Livraria Leitura do Center Shopping Uberlândia (Av. João Naves de Ávila, 1331 - Loja 1268 - Tibery, Uberlândia – MG). Será uma oportunidade única de conhecer a autora Lari Pedrosa, trocar experiências e adquirir um exemplar autografado dessa obra impactante.

Não perca a chance de embarcar nessa jornada transformadora e encontrar a sua própria essência! "Uma Nova Mulher - Curando a conexão mãe e filha" é mais do que um livro; é um convite à cura e evolução pessoal.




Sobre a autora




Lari Pedrosa – É idealizadora do Projeto: Um caminho que leva à cura da mulher: Mães e Filhas, Especialista em Constelação Familiar Original Hellinger, Terapeuta, Palestrante e Treinadora Sistêmica, Professora e Escritora. Em sua prática, utiliza a abordagem teórica e vivencial de Bert Hellinger para trabalhar a dor emocional das mulheres, tocando-as com uma nova consciência. Mestre em Educação pela Unicamp/SP, Pedagoga e Historiadora pela UFU, Pesquisadora dos Órgãos: CNPq e FAPESP, Avaliadora do Programa PIBID/CAPES, mais de 20 anos de Carreira Docente de Graduação/Pós Graduação (MBA) e Coordenação Pedagógica em IES e Educação Infantil nas redes privadas e públicas, possui Certificação Internacional Profiler e Formação Básica e Avançada em Constelação Familiar pelo Instituto Imensa Vida, IBRACS, IDESV e Pós-Graduação pela Hellinger Schule no Brasil e na Alemanha. Atualmente, divide seu tempo entre seus atendimentos individuais, de grupos, formação para mulheres e sua escrita.

 

Mais informações
Uma nova mulher - Curando a conexão mãe e filha
Autora: Lari Pedrosa
Editora: Literare Books International – 1ª edição – 224 páginas – 2023 – R$ 59,90
Formato: 16 x 23 cm
Categoria: Não Ficção
ISBN do físico: 9786559226122
ISBN do digital: 9786559226375
Onde comprar: Amazon | Loja Literare Books


Estudante de 12 anos lança livro infanto-juvenil

 

Joshua Greenshields viu nos contos literários uma habilidade que nem sabia que possuía. Com incentivo da professora, escreveu primeira obra com 17 contos



Sabe a história da professora que mudou a vida de um aluno? Que com aulas criativas conseguiu alcançar habilidades que a criança nem sabia que possuía? Que busca acessar o que cada aluno tem de melhor? A professora Wilzelaine Aparecida Hanke, de Língua Portuguesa e Oficina de Leitura e Redação, conseguiu essa conquista na vida do estudante Joshua Richard Caetano Greenshields, num dos momentos mais difíceis da sua vida.

Era início de 2020, quando Joshua, então aluno do 6.º ano do Ensino Fundamental, tinha acabado de se mudar para o Colégio Positivo - Boa Vista, em Curitiba (PR). Foi quando começou a pandemia. Conteúdos on-line, plataformas desconhecidas, professores também. Tudo novo num ambiente que parecia ser de difícil adaptação, até que não demorou para o menino conhecer - virtualmente - a prô Wil. “O Joshua passava o período todo assistindo às aulas por meio da transmissão on-line e até aquele momento não escrevia muitos textos. Foi durante nossas produções, essencialmente literárias, que ele surgiu com o personagem Dom Ratinho. Em todas elas, de uma forma ou de outra, ele escrevia narrativas cujo protagonista era sempre o mesmo”, lembra a professora.

A escola como incentivadora

A escola teve papel importantíssimo no interesse de Joshua pela escrita e pela leitura, segundo a mãe, Márcia Greenshields. “Ele gosta de ler tanto livros em português como em inglês. Ama tecnologia, sempre está criando algo diferente. Pediu para o pai, que estava na Inglaterra, mandar um livro de presente no seu aniversário em 2021. Quando chegou, ele ficou maravilhado e leu muito rápido”, lembra a mãe, que percebeu que as aulas fizeram com que o estudante se interessasse não apenas em ler, mas em escrever o que vinha à mente.

“Até o início das aulas no Colégio Positivo, ele nunca tinha feito uma composição. Gostava muito de criar as histórias da sua imaginação, mas tudo sem escrever. Somente fazia desenhos sequenciais. Por isso, digo que a escola foi fundamental para fazer com que a criação saísse do mundo imaginário para o papel”, conta a mãe.

A professora Wil concorda. Desde o início das produções, ela via as histórias com uma forte possibilidade de ser lida por mais pessoas, especialmente por crianças. “A linguagem acessível despertou em mim a vontade de continuar lendo. Imaginar os personagens era muito agradável e revelador. Se um adulto se sentia envolvido, como uma criança não se deixaria levar por toda aquela magia?”, questionava-se. “Passei a comentar com colegas a respeito da potencialidade dele e de outros colegas, cada qual com suas características únicas de escrita”, lembra. No caso do Joshua, sobressaia-se a delicadeza das palavras e a forma como envolvia o leitor, transportando-o para um universo puro, em que não importam as diferenças. Uma riqueza imaginativa que cativa leitores iniciantes e mais experientes. "O Joshua traz em sua escrita o perfil dos autores de literatura infantil, perfil esse que o Brasil está ficando carente", explica. 

E foi assim, aula por aula, que a professora viu o envolvimento do aluno em discorrer mais e mais capítulos com histórias envolventes e, ao mesmo tempo, despretensiosas, que prendiam os leitores, no caso ela e os colegas de sala. “Os contos trazem temas como amizade, persistência, senso de justiça, de coletividade, imaginação, trabalho em equipe e preservação do meio ambiente. Também incorporam outras disciplinas em seus enredos, especialmente história e ciências”, detalha.

Do manuscrito ao livro



No sétimo ano, os textos literários deixaram de ser o foco das aulas, mas não das horas vagas do aluno dedicado. “Mesmo que os textos trabalhados naquele período não fossem mais os literários, em casa, ele continuou a escrever os contos do Dom Ratinho, somando 17 ao todo”, conta a mãe.

Como a professora Wil é conselheira da sala, no início deste ano, ao conversar com a mãe numa reunião, ela comentou que os contos de Joshua mereciam ser publicados, já que haveria leitores infanto-juvenis interessados em lê-los.

E qual não foi a surpresa do estudante quando a professora avisou que uma editora estava recebendo livros de novos autores. Era só se cadastrar e enviar a obra que passaria por uma seletiva. “Eu só tive o trabalho de digitar todo aquele material e fazer as devidas correções. O restante foi todo trabalho dele”, comemora, feliz, a mãe, ao saber que a obra do filho havia sido selecionada. “Ele só não ilustrou o livro, mas fez um esboço e disse como gostaria que os personagens fossem”, lembra. E assim o livro foi lançado: Aventuras Incríveis do Dom Ratinho, Editora Asinha, disponível em todas as plataformas de venda. É claro que é muito cedo para afirmar que Joshua será um escritor na vida adulta. Mas uma coisa é fato: ele já ensaia a próxima obra, sendo autor do texto e da ilustração, sua outra paixão. 

 

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende sete unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo - Júnior, o Colégio Positivo - Jardim Ambiental, o Colégio Positivo - Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo - Hauer, o Positivo International School, o Colégio Positivo - Água Verde e o Colégio Positivo - Boa Vista atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Em 2016, o grupo chegou em Santa Catarina - onde hoje fica o Colégio Positivo - Joinville e o Colégio Positivo - Joinville Jr. Em 2017, foi incorporado ao grupo o Colégio Positivo - Londrina. Em 2018, o Positivo chegou a Ponta Grossa (PR), onde hoje está o Colégio Positivo - Master. Em 2019, somaram-se ao Grupo duas unidades da escola Passo Certo, em Cascavel (PR), e o Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR). Em 2020, o Colégio Vila Olímpia, em Florianópolis (SC), passou a fazer parte do Grupo. Em 2021, a St. James' International School, em Londrina (PR), integrou-se ao grupo. Em 2023, o Positivo chega a São Paulo, com a aquisição do Colégio Santo Ivo, e passa a contar com 17 unidades de ensino, em oito cidades, no Sul e Sudeste do Brasil, que atendem, juntas, aproximadamente 18,5 mil alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Médio.


quarta-feira, 22 de março de 2023

Entrevista com a autora Rô Mierling

Enquanto esperamos pela segunda edição de Diário de Uma Escrava que tal conferimos a entrevista que a autora @__romierling nos deu.

1. Você nasceu em qual cidade?

Porto Alegre – RS.

2. Porque você escreve?

Para alertar as pessoas sobre realidades chocantes que acontecem no mundo e que muitas pessoas ignoram. Não escrevo para ganhar dinheiro, nem para ser famosa, quero apenas colocar para fora o horror que mora dentro de mim quando tomo conhecimento de assuntos e fatos que nunca deveriam existir, quero que as pessoas leiam, se informem e se alertem. “Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados”.
Edmund Burke.

3. Qual sua maior dificuldade como autora?

Conseguir um espaço honesto, respeitado e digno dentro da literatura brasileira, que se
encontra cada vez mais fragmentada em “castas”, não gerando uma igualdade de
oportunidade a todos, frente a qualidade da escrita de cada um e sim priorizando outros
pontos.

4. Quais as coisas que mais gosta na vida?

Viajar, ler, o mar, vinho, queijo, suculentas e antiguidades.

5. Qual a coisa mais importante na sua vida?

Deus, minha família e meus livros.

6. Tem algo da sua vida no livro Diário de uma Escrava?

Sim, muito. Na segunda edição, vocês vão saber bem mais sobre isso.

7. Como foi ser escritora da DarkSide Books?

Foi um primeiro passo muito importante para minha escrita, eu sou muito grata. Fui a
primeira escritora nacional de ficção que eles publicaram. Isso foi extremamente
significativo para mim.

8. Você tem livros publicados em outros países?

Sim, em Portugal, na Argentina, Chile e Angola.

9. O que não pode faltar nos livros que você escreve?

Realidade contada através da ficção, alerta social e finais impactantes.

10. Como é sua relação com os seus livros?! São os seus eternos filhotes ou a dedicação
é maior para os mais novos?

São meus amigos mais fiéis. Desde meus 11 anos leio, guardo e coleciono cada livro que
compro, recebo, encontro perdido por aí. Livros de qualidade, para mim, são um
verdadeiro tesouro, um caminho de fuga no estresse e um lugar para eu me isolar do
mundo quando a estrada tem mais pedra do que flores – o que acontece na maioria do
tempo.

11. Se você tivesse o poder de mudar algo no mundo, o que seria?

Eu faria da “lealdade” uma obrigação e direito fundamental.

12. Qual a importância dos blogueiros literários para o seu trabalho?

Todos que trabalham na divulgação da literatura de forma honesta, solidária e de coração aberto são ícones para mudar o mundo.
13. Cite os cinco melhores livros que você já leu!

Já li mais de 3 mil livros, escolher cinco é impossível, mas posso citar alguns que
realmente achei muito bem escritos com histórias marcantes: Escuridão Total sem
Estrelas (S. King), Em defesa de Jacob (William Landay), Coração Maligno (Chelsea
Cain), Grau 26 (Steve Dark) e Revival (S. King).

14. Após escrever Diário de uma escrava você recebeu alguma crítica negativa, por
conta do tema?

Sim, tenho muitos leitores que gostam de temática real e forte, mas existem muitos
leitores que prefere não saber o que a realidade é, onde está a verdadeira escuridão e quem podem ser os verdadeiros lobos. E, infelizmente, tem leitores que, optando apenas por leitura “suave” e com final feliz, geraram e geram críticas negativas com relação ao que escrevo e a Diário de uma Escrava, mas críticas negativas fazem parte, no começo doeu, por não entenderem que minha intenção é dar um alerta social, mas depois aprendi a lidar com essas críticas. Ninguem é obrigado a viver na realidade.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

A Livraria Cultura fechou suas portas e é mais uma vítima do cenário preocupante das empresas com alta alavancagem

Vagner Mayer Analista macroeconômico e investidor, especialista em políticas econômicas e trading nos ajuda entender o que está acontecendo.

Não é novidade pra ninguém que o cenário econômico para empresas que dependem de forma direta do Varejo no Brasil, ficam a deriva do contexto e suas peculiaridades que fazem parte direta do envolto das políticas econômicas do Brasil. Dessa vez quem oficialmente fecha as portas é mais uma gigante, a Livraria Cultura. Com sua maior sede localizada na Avenida Paulista, brilhava os olhos de quem adentrava pelo tamanho, conforto, silêncio e todos os serviços muito bem executados pelas políticas adotadas desde o início, cultuada pela família Hertz. Com quase 80 anos de história, a empresa acumulou uma dívida ativa de mais de R$285 milhões e já vinha tendo problemas judiciais desde seu primeiro pedido de Recuperação em 2018. Desta vez, a falta de pagamento de uma das pendências no valor de aproximadamente R$1,6 milhão, foi o estopim para que os juízes incumbidos deste trânsito judicial, decretassem o fechamento oficial da empresa. Mesmo ainda com possibilidade de recorrer, a sede da Livraria Cultura na Avenida Paulista, já foi esvaziada e fornecedores já empacotam os produtos para liquidações, um triste fim de uma gigante da cultura e principalmente, o fim do sonho da Dona Eva Hertz, fundadora da empresa.

PORQUE EMPRESAS DO VAREJO NÃO SOBREVIVEM NO BRASIL?

Entrevistamos Vagner Mayer, Analista macroeconômico e investidor, especialista em políticas econômicas e trading, para entender. “ As políticas adotadas no Brasil nunca favoreceram empresas de comércio direto e empresários do setor do varejo. Por ser emergente e termos um alto endividamento que desfavorece a linha de investimentos consolidados nas necessidades primárias do país,  o Brasil peca em não ter um modelo de incentivo fiscal que proporcione à empresas que dependem diretamente do crédito para sobreviverem. Ao passo em que, empresas desses seguimentos possuem dividas alavancadas com grandes bancos e recorrem em rolagens em cima de uma taxa de juros desancorada, ainda necessitam lidar com a aba manufatureira que encarece completamente o custo operacional dos produtos e consequentemente o repasse para o cliente final que também está neste mesmo ciclo de dependência de um país que pouco cresce, diz Vagner “ Todo esse cenário aliado à uma inflação que ano pós ano tem ficado fora de suas metas, escândalos de corrupção, baixo investimento e propostas para assegurar empresas do nicho, fica muito complicado a sobrevivência duradoura por muitos anos e não é uma exclusividade da Livraria Cultura. Recentemente tivemos cenários preocupantes com diversas empresas onde vimos Magazine Luiza, sair de uma MarketCap de aproximadamente 250 bilhões para 11 bilhões, exatamente pelo cenário de juros altíssimos, inflação e baixa perspectiva futura. Outro exemplo foi a  Americanas, que entrou na justiça para se recuperar e acumula dívidas de aproximadamente 45 bilhões. E por último, a Lojas Marisa anunciando dificuldades de pagamento de seus passivos e títulos de compromissos com grandes bancos. Isso tudo é uma cadeia que vem de muitos e muitos anos, à se analisar por empresas que já foram gigantes e deixaram de existir que é o caso de Mappin e Ricardo Eletro, que já tiveram seus tempos de glórias e grandes lucros porém, acabaram altamente endividadas até decretarem falência, por todos os cenários que desfavorecem o crédito seguro no país.

 

SOBRE VAGNER MAYER:

 

O analista macroeconômico e trader, Vagner Mayer, 38 anos, paulistano, atua  no mercado por mais de 5 anos e já atingiu mais de 40 mil seguidores em suas redes sociais em menos de 1 ano e meio, com conteúdo sobre mercados financeiro e macroeconomia. Aliando notícias e fatos relevantes dos mercados com estudos gráficos e possibilidades de cenários projetados no curto e médio prazo através de lives matinais diárias no Youtube, vem quebrando paradigmas e ampliando o horizonte para todas as pessoas levando conhecimentos sobre economia e mercado financeiro de forma gratuita nas redes sociais, sem promessas de ganhos milionários, muito comum hoje em dia neste nicho. Consumido por alguns dos maiores economistas e analistas de mercado que o seguem e consomem seus conteúdos, Vagner ganha cada vez mais visibilidade com indicações diretas de outros profissionais renomados do mercado.

 

Instagram: @vagnermayerb3 

Youtube: https://www.youtube.com/c/VagnerMayer 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

MARCELO CARNEVALE LANÇA O CHIMPANZÉ COBAIA

Lançamento do livro acontece no Bar Balcão, em São Paulo, dia 23 de janeiro

 

Marília Librandi assina orelha do livro

 

 

O Chimpanzé Cobaia – editora Laranja Original - é o primeiro livro que o publicitário, jornalista e mestre em literatura Marcelo Carnevale lança em 23 de janeiro, no Bar Balcão, em São Paulo. A obra, que recebeu apoio da Fundação Biblioteca Nacional, traz a história de um escritor que abandona a literatura no auge do sucesso e de um jornalista que tenta extrair dele uma resposta sobre a motivação.

 

“É um romance que redobra a minha aposta na dissolução do limite entre realidade e ficção e comemora, de certa forma, meus 20 anos como cidadão paulistano”, diz Carnevale, que teve a ideia do livro no início dos anos 2000, quando deixou o Rio de Janeiro, sua cidade natal, e ocupava o cargo de diretor de criação da agência FCB Brasil.

 

Para a escritora e pesquisadora Marília Librandi, que assina a orelha do livro, O Chimpanzé Cobaia é sutil, ágil, preciso e atual. “Traz um adeus insuportável para quem está do outro lado do livro. Enquanto o jornalista quer saber o sabor do texto, o escritor quer falar de mudanças climáticas”, diz. “O livro nos leva para o âmago da terra e suas texturas”.

 

 

Sobre o autor

 

Marcelo Carnevale é jornalista, mestre em literatura, doutor em humanidades pelo Diversitas/USP, Núcleo de Estudos da Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. É colaborador na agência de notícias Amazônia Real, professor palestrante na pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes e professor de escrita para pessoas que buscam uma aliança na produção de textos. Atualmente, orienta escritas em psicanálise, literatura e pesquisa acadêmica.

Serviço

 

O Chimpanzé Cobaia

Autor: Marcelo Carnevale

Editora: Laranja Original

Quando: 23 de janeiro

Horário: 20h

Onde: Bar Balcão – Rua Dr. Melo Alves, 150 – Cerqueira César

 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

4 livros para o desenvolvimento pessoal em 2023

Segundo a pesquisa "Painel do Varejo de Livros no Brasil", no ano passado, foram vendidos cerca de 10 milhões de livros no decorrer do ano

Da lista dos 25 livros mais vendidos no Brasil em 2022, 9 são da categoria Desenvolvimento Pessoal. Cerca de 35% dos títulos mais adquiridos no ano foram livros que apontam para algum tipo de mudança na forma de pensar ou de se organizar. Ainda que bastante diverso, o ranking que concentra títulos de romance e clássicos como “A revolução dos bichos”, de George Orwell e “O Hobbit”, aponta para um comportamento do público e, porque não, um anseio.

De acordo com a pesquisa Painel do Varejo de Livros no Brasil, em 2022 foram vendidos cerca de 10 milhões de livros. Pensando nesse cenário, a Disal, referência no mercado editorial, fez uma seleção para quem tem aquela vontade de se desenvolver em algum aspecto da vida ou adquirir novas habilidades.

Seja pelo motivo que for, a literatura de Desenvolvimento Pessoal enseja no leitor que observe o quanto mais atentamente possível para seus hábitos, suas práticas e para os padrões inconscientes que se repetem no decorrer das situações e levam, via de regra, as pessoas para os mesmos resultados não tão desejáveis de sempre. O posicionamento expressivo desta categoria na lista dos mais vendidos pode denotar um interesse do grande público e também algum sucesso em promover boas reflexões.

Confira:

 

  1. Sem Sufoco - Alcançando grande transformações com o poder da fala - Franco Junior

No mercado, existem diversos cursos sobre como perder o medo de falar em público que fazem as mais variadas e criativas promessas, desde “consiga fazer amigos em uma festa” a “torne-se um palestrante de sucesso e fique rico”. Achamos tudo isso uma grande bobagem, porque, na verdade, o título do curso está errado. Você não perderá o medo de falar em público, mas aprenderá a dominá-lo.

Saiba mais: https://cutt.ly/Y2HQbkb

 

       2. Dieta Da Mente Para A Vida - David Perlmutter


Com mais de um milhão de cópias vendidas pelo mundo, os livros do Dr. Perlmutter já mudaram muitas vidas. Agora, o autor criou um programa prático e flexível que diminui os riscos de doenças cerebrais e ainda traz outros benefícios.
Saiba mais: https://cutt.ly/x2H0Zuh

 

      3. O 8º Hábito - Da eficácia à grandeza – Stephan R. Covey



O 8º hábito apresenta uma nova atitude a ser adotada diante das transformações do mundo. Ser eficaz deixou de ser uma opção - é uma exigência. Esta mini edição do best seller de Stephen R. Covey reúne ensinamentos para ajudar o leitor a utilizar seu talento individual, aumentar sua influência sobre as pessoas e ser bem-sucedido.

Saiba mais: https://cutt.ly/W2H2LxS

 

       4. Não Tem Nada De Errado Com Você - James, Michael


Não tem nada de errado com você é para quem já leu inúmeras obras que tratam de desenvolvimento pessoal, mas apesar disso não conseguiu sair do lugar ou simplesmente está cansado de ouvir frases do tipo: “Eleve suas vibrações”; “Seja positivo acima de tudo”; “Trabalhe enquanto eles dormem”.

Saiba mais: https://cutt.ly/a2H3qAj

Como ler mais nas férias

Quem quer incrementar a leitura no período de férias ou quer incentivar os filhos adolescentes a lerem mais antes de começar a escola pode apostar na poesia.


Fazer com que alguns jovens leiam mais pode ser um desafio, mas tem coisa melhor do que aumentar o conhecimento e ainda ter momentos prazerosos nas férias? Uma das formas de incentivar a leitura é contar com a ajuda da dobradinha poesia + coração partido e o livro Coisas que Guardei Pra Mim, da escritora Samara Buchweitz, pode ser a melhor pedida.

Com uma pegada jovem, a poesia de Samara bate direto no coração dos leitores que estão descobrindo agora como lidar com as próprias emoções. Escrito depois de um rompimento amoroso, como uma forma de “exorcizar” os fantasmas da relação, Coisas que Guardei Pra Mim é uma leitura gostosa e que permite identificação imediata.

A escritora enfatiza: “quem nunca sofreu por amor? Quem nunca se sentiu mal, ou inferior, ou até mesmo sem chão depois de um término ou uma decepção? Acredito que é o conteúdo intenso, mas muito natural que gera a conexão com as pessoas, especialmente as mais jovens”.

Coisas que Guardei Pra Mim inspira a lidar com as próprias emoções e pode ser uma forma de entretenimento e de aprendizagem de si mesmo. “É muito bacana ver as pessoas compartilhando trechos do livro nas redes sociais e formando verdadeiras teias de conexão”, revela Samara.

Quer quiser apostar na leitura nessas férias, pode clicar AQUI para adquirir o livro.

Com ilustrações de sensíveis de Laerte Silvino, o livro de Samara convida a chorar, rir, se emocionar, e facilmente leva a um sorriso de satisfação. E isso nos dá a certeza de que estamos sendo acolhidos e que todos nós, em algum momento, estamos conectados por um fio transparente chamado emoção.

 

Quem é Samara Buchweitz

Samara Buchweitz é escritora desde que se conhece por gente. Cresceu entre livros e autores, na editora de seus pais, e descobriu na escrita a melhor forma de expressão. Aos 21 anos, se firmou na poesia e convenceu os pais a editar seu primeiro livro autoral: Coisas que Guardei pra Mim. Em breve, vem novidade por aí.

Saiba mais em:

Samara Buchweitz | https://samarabuchweitz.com.br/ | @coisasqueguardeipramim

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Livro resgata pensamentos de políticos e de artistas do Brasil nos anos da redemocratização

"A Um Passo da Liberdade - 1985/1986" traz 17 entrevistas e reportagens, praticamente inéditas, absolutamente oportunas do ponto de vista histórico

 

Um novo livro chega à praça e certamente vai dar o que falar e muito o que pensar e refletir. É o que sugere o conteúdo de A Um Passo da Liberdade – 1985-1986, organizado pelos jornalistas Césio Oliveira, Vander Prata, José Barreto e pelo produtor cultural Sérgio Guerra.  Com fotos de Sonia Carmo, a obra tem o selo da Editora Maianga e apoio cultural da Objectiva Comunicação. O prefácio é do romancista e antropólogo Antonio Risério e o texto de orelha é do cientista político Paulo Fábio Dantas Neto.

O livro resgata reportagens e entrevistas exclusivas e antológicas, publicadas pelo tabloide Jornal da Pituba (Salvador, Bahia) nos anos de 1985/1986. As entrevistas refletem o que pensavam e o que diziam importantes personagens da cena política, social e cultural do Brasil, à véspera da redemocratização e da primeira eleição direta pós-ditadura, a um passo da liberdade: Caetano Veloso, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Darcy Ribeiro, Leonel Brizola, Waldir Pires, Dorival Caymmi, Dom Avelar Brandão Vilela, general Juracy Magalhães, Cid Teixeira, José Carlos Capinan, Mário Kertész, Zélia Gattai, Bemvindo Sequeira, Fernando Gabeira, Grande Otelo, Moraes Moreira, Pierre Verger, Glauber Rocha, Waly Salomão e Theodomiro Romeiro dos Santos, o único preso político condenado à morte pela ditadura. O livro revela também o silêncio de João Gilberto.

 

Ousadia e bom humor à moda baiana

Jornal da Pituba, último alternativo da imprensa baiana, registrou aquele importante momento de transição da nossa história, com cautela, desconfiança, ousadia e bom humor, conforme afirmam os autores do livro, à época editores do jornal: “Fizemos um jornalismo livre, informativo e crítico, revolucionário, sem militâncias ideológicas, absolutamente democrático.”

Passados 36 anos, o conteúdo revela-se de enorme importância histórica, dizem os autores, para a leitura, análise e reflexão na transição da Ditadura Militar para a democracia e recuperação das liberdades.

Nos anos 1985/1986 o país sonhava com a esperança de tornar-se uma nação livre de amarras ditatoriais, liberto de dogmas ancestrais e conservadores do comportamento humano, decidido a andar para frente, pois estava a um passo do retorno à democracia. Mas deu no que deu. O povo foi às ruas por “Diretas Já”. O país elegeu Fernando Collor na primeira eleição para presidente e, com o passar dos anos, levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto (2018).

O livro A um passo da liberdade – projeto gráfico do designer Jair Dantas, criador também em 1985 da arte e grafismo do Jornal da Pituba- reproduz ainda as capas e contracapas originais do jornal, obras de arte geniais do tropicalista Rogério Duarte e de Fernando Borba, além de textos inéditos – feitos exclusivamente para o Jornal da Pituba – de Caetano Veloso, Glauber Rocha, José Carlos Capinan e Waly Salomão. E ainda as peripécias do personagem de quadrinhos Pituboião- criação do caricaturista Lage, artista top nacional do humor gráfico daqueles anos.

Às vésperas da Copa do Mundo de 1986, o Jornal da Pituba foi ao Maracanã e entrou em campo para entrevistar o jornalista Armando Nogueira (diretor de jornalismo da Rede Globo) e alguns eternos ídolos do futebol mundial: Pelé, Zizinho, Didi e Ademir Menezes.

Era o tempo da Nova República. O país morria de medo da Aids. Cazuza cantava Exagerado. Gal Costa e Tim Maia na parada de sucessos com Um dia de domingo. Ayrton Sena ganhou seu primeiro GP da Fórmula 1, em Portugal.  Ocorreu o primeiro apagão de energia elétrica no país.

O livro A um passo da liberdade publica 17 entrevistas e reportagens, praticamente inéditas, absolutamente oportunas do ponto de vista histórico, afirmam os autores, “por conta dos saberes e dizeres dos entrevistados, ainda mais relevantes depois de tantos anos passados”.

 

Lançamento:

A Um Passo da Liberdade será lançado no dia 24 de janeiro, às 18 horas, na Casa Rosa, Praça Colombo, 106, Rio Vermelho, em Salvador/BA.  Posteriormente, a obra será apresentada a outras capitais, em datas a serem definidas.