segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Brasil: o fã nº1 de Doramas nas Américas


 *Katherine Laura Leighton









Segundo pesquisa realizada pela Fundação Coreana para Intercâmbio Cultural Internacional, entre o período de setembro e novembro de 2020, que mostra o Brasil em terceiro lugar onde houve maior aumento de audiência dos doramas coreanos (as dramatizações televisivas do leste asiático). Logo em seguida aparecem Emirados Árabes Unidos e Taiwan, ou seja, somos o primeiro país das Américas que mais consome produções televisivas de origem asiática. Mas a que se deve o aumento no consumo desse tipo de conteúdo? 

Em parte, devido ao incentivo promovido pelo próprio governo coreano, que identificou uma oportunidade de gerar riqueza – refiro-me aqui à produção de valor monetário para a sociedade, inclusive como forma de emprego para muitas pessoas envolvidas nas atividades interligadas direta e indiretamente ao meio artístico, além de atrair turistas. As grandes empresas de entretenimento investem tempo e dinheiro no treinamento maciço de seus astros, revelando talentos musicais altamente qualificados. Também podemos afirmar que estão muito próximos da perfeição, pois muitas novas histórias têm enredos instigantes e efeitos dignos de Hollywood.

Mas, será que apenas investimento é suficiente para conquistar um público tão grande assim? A meu ver outros fatores contribuem para o sucesso da Hallyu, como o amplo acesso à internet e os serviços de streaming que permitiram a globalização das produções cinematográficas, séries e outros conteúdos televisivos de diversas origens. Antes nos limitamos aos conteúdos hollywoodianos e alguns europeus, agora temos uma gama ilimitada ao nosso alcance.

A diferença cultural, que gera curiosidade sobre os aspectos opostos aos nossos e que também nos ensina a quebrar paradigmas, acredito que possa ser outro fator. Afinal, podemos agregar o que é bom às nossas práticas. O “cômico” se faz presente em todos os gêneros dramáticos das produções coreanas, até mesmo em séries de ação, aventura e alguns suspenses. A doçura e a gentileza que, por aqui parecemos ter esquecido, são amplamente demonstrados nesse tipo de série, em especial nas coreanas. Gestos que conquistam, principalmente, o público feminino de todas as idades.

Outra informação da pesquisa corrobora com a afirmação acima, quando mencionamos os três gêneros mais consumidos: comédia romântica, séries estreladas por idols (o termo se refere a membros de grupos K-pop) e fantasia. Os números revelam que 85% do público consumidor é feminino. É notório que esse público é o maior consumidor de romances independente do formato. O escritor Nicholas Sparks é uma das provas mais famosas disso, emplacando sucesso atrás de sucesso com seus livros e adaptações cinematográficas. E, convenhamos, conteúdos leves e/ou cheios de magia são perfeitos para relaxar, além de nos transportarem para outro mundo bem longe da realidade pesada do nosso dia a dia. 

Se você tem curiosidade, mas por receio ainda não deu uma chance aos doramas, te convido a repensar e a conhecer. Há inúmeras opções disponíveis nos serviços de streaming como Netflix ou em plataformas gratuitas: Viki Rakuten, Kocowa e We TV. Então, pronto para entrar no mundo dessas produções?

*Escrito por Katherine Laura Leighton, que desde 2018 se rendeu aos doramas e é autora dos romances Um Coreano em Minha Vida, Todas as Vidas de um Coração e Guardado em Mim.

Primavera Editorial debate desafios e fortalezas das mulheres com mais de 40 anos


Ao longo do mês de agosto, a editora realizará o projeto 40 minutos sobre os 40, com a participação da jornalista Adriana Pimenta - autora do livro Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco - e convidadas.










São Paulo | Como parte da programação de lançamento da obra Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco, da jornalista Adriana Pimenta, a Primavera Editorial anuncia o projeto 40 minutos sobre os 40. A série de bate-papos com especialistas sobre o universo feminino começa hoje – 8 de agosto, às 20 horas – e conta com a participação da psicóloga e sexóloga Ana Canosa, apresentadora do podcast Sexoterapia, para debater o tema Sexo aos 40 anos.

Na próxima quarta (11 de agosto), a conversa será com Ana Leoni sobre Mudança de carreira na maturidade. Autora do InstaBlog @dinheiro_com_atitude, que nasceu da vontade de Ana de compartilhar seus mais de 20 anos de experiência no mercado de capitais. O canal tem atraído quem precisa colocar a vida financeira em ordem e ter uma relação saudável com o dinheiro. Ana é ex-superintendente de educação financeira e market data da Anbima.

Em 18 de agosto, dra. Miriam Waligora – ginecologista e obstetra – vai discorrer sobre a menopausa; 25 de agosto será a vez de uma conversa sobre a transição feminina entre os 40 e 50 anos. Para agendar e assistir, basta acessar o canal da Primavera no Youtube: youtube.com/primaveraeditorial

SOBRE O LIVRO | Para algumas mulheres chegar aos 40 anos significa o encontro com questionamentos que até então não existiam no cotidiano. Mas, onde buscar respostas para novas dúvidas e novos desafios existenciais? Se a pessoa em questão for uma jornalista, é provável que essa crise se torne uma reportagem ou... um livro! Esse é o caso de Adriana Pimenta, que transformou a crise pessoal na obra Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco, lançado pela Primavera Editorial. Em uma narrativa sensível e bem-humorada, ela revela a trajetória honesta de uma mulher que enfrenta os próprios obstáculos rumo à maturidade. Em muitos momentos, a autora nos faz rir com os percalços de sua busca singular; em outros, faz chorar com as incertezas do processo. Mas, a principal reação despertada é chorar de rir com o mais humano dos relatos sobre o impacto do tempo em nossos corpos, em nossas mentes e em nossa vida.










Visita a terapeutas, busca por respostas na espiritualidade e nas entrevistas com antropólogos. Como entender a própria inquietação? O que se sente exatamente diante dessa vontade de ir e de ficar? Uma crise dos quarenta pode ser vivida de diferentes formas por mulheres distintas, mas, no caso de Adriana Pimenta, a fase é marcada por uma jornada de profundo autoconhecimento. “Pesquisei literatura especializada, entrevistei estudiosos, falei com outras mulheres. Procurei entender onde elas estão posicionadas em uma sociedade machista que reforça a desvalia feminina ao passo que envelhecem. Questionei se a crise dos quarenta é moldada pela cabeça ou pela cultura. Foram muitas as descobertas e elas estão contidas no livro, no qual trato a minha crise pelo carinhoso apelido de MC”, detalha a escritora, acrescentando que são crônicas da vida de uma mulher privilegiada, de quarenta e cinco anos, de classe média, branca, heterossexual, que vive em São Paulo e enfrenta uma baita tempestade pessoal. “É no meio deste caos que convido as leitoras a entrar”, revela. No livro, Adriana Pimenta traz, ainda, uma lista de leituras que acessou durante a busca por respostas e que se tornaram temas de muitas das entrevistas que conduziu. 

SOBRE ADRIANA PIMENTA | Nascida em Santos, desde criança já tinha a leitura e a escrita em sua rotina. Lia os livros que vinham de brinde no sabão em pó e, estimulada por essas histórias, começou a colocar as suas no papel, adquirindo o hábito de escrever em diários. Cursar Jornalismo foi, então, um caminho natural. Trabalhou por mais de 25 anos com escrita e comunicação corporativa. Em 2019, concluiu a pós-graduação em Formação de Escritores de Não Ficção, pelo Instituto Vera Cruz, e decidiu colocar histórias reais no papel.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com

 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

E-books independentes aquecem setor literário brasileiro e se tornam preferência de autores e leitores


Consumo de conteúdos digitais cresceu com a pandemia, formato facilita interação entre público e autores sem barreiras geográficas

Tradicionalmente, lançar um livro era um processo caro para ser realizado de forma autônoma e, por isso, majoritariamente dependente das grandes editoras, o que mantinha autores talentosos distantes do mercado. Tendência que vem mudando nos últimos anos pela influência dos blogs e redes sociais focadas em produções literárias. De acordo com a plataforma Clube de Autores, que atua no ramo de autopublicação, desde o início da pandemia, em  março de 2020, e nos 4 meses seguintes, foram lançados por mês cerca de 1,2 mil títulos, contra a média de 30 antes do isolamento social. A plataforma aponta ainda um  incremento de 40% nas vendas, em relação a igual período de 2019. Houve também um salto de 30% no número de novos autores, na mesma base de comparação.


Autores do mundo inteiro têm encontrado nas plataformas de publicação online como Blogs, Medium e Wattpad espaços democráticos e gratuitos para colocar suas criações em contato com o público. Assim, consolidam sua rede de leitores antes mesmo da finalização do enredo.

 

É o caso da autora de romance, com toques de hot, Michele do Nascimento, que é brasileira e vive em Singapura, ela já conta com duas obras publicadas em formato 100% digital. A autora independente alcançou a marca de 100 mil visualizações do seu segundo título “Entre o desejo e a redenção”, antes mesmo de ser disponibilizado para venda na Amazon, em outubro de 2020. “Sempre gostei de escrever, na escola fazia pequenos contos baseados nas paixões das colegas e as presenteava. Porém, foi em 2017, após o nascimento do meu filho que expus minhas criações para um público maior, através do Wattpad. Já em 2019, após quebrar o pé, tive o incentivo que precisava para finalizar a primeira obra, vindo do meu marido. Ele ao me ver inquieta por estar limitada, me entregou o notebook e me sugeriu finalizar o livro.

Ali nascia a obra - "Entre Nós". Fui disponibilizando os capítulos aos poucos na plataforma e agregando leitoras. Elas tornaram o processo de criação ainda mais vivo. O segundo livro nasceu quase que espontaneamente, como resposta aos questionamentos do público que queria saber mais sobre o personagem Daniel, que foi criado originalmente como antagonista, mas acabou ganhando o afeto do público e merecia ter sua história contada”, disse a autora Michele do Nascimento. 

 

Livros físicos podem ser taxados, aumentando apelo e adesão ao e-book

Os e-books têm se tornado uma opção ainda mais atrativa para os autores diante da possibilidade da taxação de obras impressas, como parte da Reforma Tributária. Vale lembrar de onde veio a isenção de tributos sobre livros. O escritor e, à época, deputado constituinte, Jorge Amado, além de suas obras, deixou para os brasileiros, como parte do seu legado, a imunidade de impostos aos livros no Brasil, em vigor desde a  Constituição de 1946. Realidade que pode estar prestes a mudar, caso o projeto do Poder Executivo (PL 3887/20), em análise na Câmara dos Deputados, seja aprovado. O texto prevê tributo com alíquota de 12%, de acordo com informações da Agência Câmara de Notícias.

 

Entre os benefícios percebidos pelos consumidores que aderiram aos livros digitais está a acessibilidade às obras de diferentes lugares do mundo, sem frete ou espera.“Vejo entre as minhas leitoras grande aceitação com relação ao consumo de e-books. Tenho um público composto em sua maioria por brasileiras que moram no Brasil, Estados Unidos e Portugal, além de portuguesas e africanas que também falam português.No modelo de assinatura, disponível para Kindle, os usuários podem pegar até 10 livros por mês, sem pagar a mais por isso. Ao terminar de ler, devolvem e podem trocar por novas obras. Mesmo quem não é adepto desta modalidade pode adquirir as obras por preços que variam entre R$3,00 e R$5,00, o que jamais seria praticável para livros físicos”, avalia Michele do Nascimento.

 

O comportamento do consumidor, antes resistente à leitura em dispositivos eletrônicos, também vem se adaptando. O e-commerce teve um ano histórico, com crescimento de 73,88% no último ano,de acordo com o índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) em parceria com o Neotrust, Movimento Compre e Confie. Esta aceleração da transformação digital rompeu barreiras que os consumidores tinham com relação à compra em diversas categorias on-line, os livros são um exemplo. A participação das livrarias exclusivamente virtuais no faturamento das editoras registrou crescimento de 84% em 2020.  No ano anterior, elas eram responsáveis por 12,7% do faturamento, já em 2020 este percentual foi de 24%. As vendas realizadas na internet ou em marketplaces cresceram de 3% para 8% entre 2019 e 2020, segundo dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) em seu relatório divulgado sobre o setor.


 

Os brasileiros estão lendo mais e interagindo mais com seus autores favoritos

O consumo de literatura em formatos digitais têm alterado também a relação entre leitores e autores. Com os espaços de entretenimento fechados, assim como as livrarias físicas, o smartphone, tablet ou leitor digital se tornaram as lojas mais convenientes. Fato que colaborou para que, durante o isolamento social intenso, os brasileiros recorressem mais à literatura como forma de entretenimento. A pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial, realizada pela Nielsen para a Câmara Brasileira do Livro e para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, mostrou um crescimento de 81% para os conteúdos digitais vendidos em 2020, no sistema a la carte, em relação ao ano anterior.

 

A leitura realizada em dispositivos eletrônicos também facilita que a emoção provocada pela leitura seja compartilhada de forma imediata e chegue até o autor. “Separo um tempo na minha rotina diária de trabalho para interagir com os comentários e perguntas das leitoras nas redes sociais. Elas dizem o que esperam dos personagens, expressam suas opiniões e preferências e me fazem pedidos. Um personagem que originalmente eu pensava que seria odiado pode ter total aceitação do público, por exemplo. Esta troca é importante para entender se estou conseguindo chegar até meu público e não era possível para os autores algumas décadas atrás. Não busco criar personagens idealizados, mas bastante humanos e reais, no processo de criação eles têm características físicas e até signos. É como se eles ganhassem vida e cochicharam para mim seus próximos passos, então, nem sempre o público recebe o final esperado, mas é vital saber como isto é recebido”, pontua a autora da duologia "Entre Destinos".  

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A digitalização de conteúdos confere flexibilidade de criação e abre também fronteiras para que autores tenham suas obras reconhecidas em outros países, sem necessidade de trâmites complexos como exportação e distribuição. “Meu próximo passo é a tradução das obras já publicadas para o inglês. Almejo sair da minha zona de conforto e me aventurar em estilos como uma comédia romântica transcultural que acontece com personagens entre Brasil e Singapura. Não quero ficar restrita ao romance, tendo em vista uma coletânea infantil inspirada no meu filho Bento e futuramente uma na minha filha Olívia. Para o escritor o trabalho é tão prazeroso que a possibilidade de se desafiar já é recompensadora”, conclui a autora Michele do Nascimento. 

 

 

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

EXTRA! Momento novo lançamento da Editora Illuminare!


AUTORA:  Luciene Michella

LIVRO: Doce com Poesia 


BIOGRAFIA: Luciene Michella Bascheira nasceu no município de Muzambinho, estado de Minas Gerais, Brasil em 05/05/1968.
A autora é graduada em Engenharia Sanitária e mestre em Engenharia Agrícola pela Universidade de Campinas ( Unicamp) onde reside atualmente.
O gosto pela escrita surgiu mesmo como um dom e pelo desenvolvimento das habilidades através de muitas leituras.
A vida no campo até a adolescência e o grande contato com a natureza são certamente pano de fundo para todas as inspirações.
Escrever definitivamente não é algo que venha de maneira natural, apesar de o natural estar presente e ser o motor gerador das artes. 
A autora possui artigo técnico publicado em revista, texto de dissertação e mantém uma página intitulada doce com poesia onde expõe deus poemas. 


SINOPSE: Em sua primeira coletânea  a poeta Luciene Michella Baschiera nos transporta a seu universo interior de maneira leve mas também profunda. 
A vida no campo vivência e experiência da autora proporciona ao leitor uma viagem ao mundo da alma com delicadeza e muita beleza. 
Ler Doce com poesia é também conhecer um pouco Minas Gerais, seu povo tão rico de experiências sua cultura.
O livro também expressa o amor e dos mais diversos temas entregues da mão da autora ao leitor através de uma diferenciada visão do mundo e das mazelas que o compõe. 
Esta coletânea proporcionará  um belo  momento ao leitor  uma doce  viagem  ao mundo da poesia de Doce com poesia....

CONTATO: @lu_docecompoesia_

Romance nacional aborda saúde mental, luto e abuso de drogas



Obra de estréia de Rafael Calixto retrata jornada realista do amor e foge de clichês


Primeiro romance do escritor e jornalista Rafael Calixto, “Amazing Grace” traz enredo ficcional romântico com a história de Jack e Grace, um casal que vivencia problemas que divergem do amor romântico, dando a ele uma perspectiva verosímil. Depressão, abuso de drogas e perdas são algumas das temáticas que aparecem ao longo da história. 

A obra distribuída pela editora Chiado Books na versão impressa e digital apresenta o autor brasileiro de escrita densa, aprofundada e bem construída ao mercado literário nacional. Rafael, que possui especializações e grande bagagem no estudo e produção de técnicas de storytelling acredita no potencial de textos modernos e que fogem do padrão usual para conquistar a atenção dos leitores. 

Ao entregar tudo o que se espera de um romance, “Amazing Grace” explora a capacidade das personagens de encontrar possibilidades para o amor, mesmo em meio às adversidades. O título, que aborda o papel da saúde mental, mostra que o potencial de toda história de amor está em sua construção e não no desfecho.

“O livro possui um enredo que não se assemelha muito aos recentes romances lançados na categoria e acredito que o resultado final tenha expressado muita personalidade, em um modelo de escrita contemporâneo e que vai prender o leitor. Além disso, acredito no potencial do livro para retratar o amor como ele realmente é, com foco na jornada e não nos finais repletos de clichês”, afirma Calixto. 

O autor, que é jornalista especializado em roteiro de cinema e TV  e já passou por diversas redações, tem experiência multimídia e aptidão nata para contar histórias. Atualmente, investe em sua primeira obra autoral com o livro que está disponível nacionalmente. “Quero levar o livro como oportunidade de leitura para quem gosta de romances românticos, mas deixar claro que ele tem uma pegada de 'vida', de experiência, de tragédia e de redenção. É uma experiência, uma montanha-russa de emoções”, adianta Calixto. 

É possível encontrar o título nas principais livrarias do país, para venda online e presencial. Mais informações sobre o título estão disponíveis no site oficial (https://www.livroamazinggrace.com.br/) . 

 

Sobre Rafael Calixto Tauil

Rafael Calixto Tauil nasceu em 1986, em São Paulo. Aprendeu a ler e a escrever manuseando histórias, e elas fazem parte de sua própria história desde então. Jornalista e roteirista por formação, trabalhou nas redações de alguns dos maiores veículos do Brasil, de jornal e de televisão. Especializou-se em mídias sociais, onde um post dura alguns dias e se perde na irrelevância do tempo, antes de lançar-se na literatura, com este livro de estreia. Já se arriscou em modelos de comunicação e de criação artísticas diversos, de stand up comedy a palestras, cursos e até quadro

ao vivo na TV. Sua ideia é seguir contando histórias e se expressando, em todas as plataformas possíveis, dedicando sua vida ao que mais gosta desde pequeno: histórias.

12 dicas de livros para presentear no Dia dos Pais


Ainda não decidiu o presente para o Dia dos Pais, no próximo dia 8 de agosto? A Literare Books International preparou uma lista com 10 opções de livros de presente para inspirar você.

Há seleções para todos os gostos e faixas de preços. Confira:


NeoMindfulness, Maurício Sita
Há mais de 30 semanas na lista dos mais vendidos, o livro te ensina em até 7 semanas a meditar de forma simples e eficaz. O leitor conhecerá um treinamento que resulta no equilíbrio das energias mentais e físicas e muda para melhor os padrões de bem-estar e qualidade de vida, proporcionando desenvolvimento pessoal e crescimento intelectual. O autor mostra a cada página que somente a meditação levará você ao mindfulness (estado de atenção plena) e tudo isso poderá ser alcançado com facilidade por meio do NeoMindfulness®, que possibilitará evitar ou acabar com o estresse, insônia, ansiedade, depressão e muitas outras doenças da vida moderna.


Criatividade Exponencial, Wendell Toledo
A mostra como é possível mudar a mentalidade e treinar para ser mais criativo, chegando a criar negócios e soluções exponenciais sustentáveis. O autor apresenta termos da área, tira dúvidas e insere o leitor no mundo dinâmico em que tem atuado com sucesso e, inclusive, aborda os seguintes temas: O que é criatividade exponencial?; Mindset exponencial; desbloqueio criativo; os desafios exponenciais; Criatividade quântica; Oportunidades e características exponenciais.


Espírito organizacional, Gustavo Velasquez da Veiga
A obra revela as forças que atuam sobre o espírito organizacional e como é possível levar as empresas à excelência. Sem rodeios, o autor aborda os pontos difíceis, assim como os desafios que tardiamente o empresariado costuma notar, como a gestão das emoções no ambiente de trabalho e o desenvolvimento de doenças psicossomáticas ligadas à atividade laboral.


Mergulhando de mochila, Paulo Milton
A obra virou best-seller em menos de seis meses após seu lançamento, estando na lista dos mais vendidos da Veja e PublishNews. É um convite à reflexão, à jornada interna que o viajante faz ao sair da sua zona de conforto para novos lugares, em busca do desconhecido. Os desafios impostos por diferentes situações, locais e pessoas levaram o autor a relacionar-se de outro modo, a quebrar paradigmas, preconceitos, entender e enxergar novos horizontes. 


O Deus da filosofia: Deus existe?, Chileno Gómez
Deus existe? Dentre todas as perguntas que permeiam a existência humana, definitivamente a questão sobre a existência de Deus tem sido uma das mais debatidas na história. O objetivo dessa obra não é buscar nenhuma resposta definitiva ou objetiva com relação ao conceito de Deus. Muito pelo contrário, busca instigar a curiosidade do leitor, exercitar sua capacidade argumentativa e inquietar o que talvez tenha por verdade. O autor e professor Chileno Gómez propõe percorrer o caminho da construção do conceito de Deus aos que desejam ingressar nos estudos filosóficos.


O líder de A a Z, Marcelo Simonato
As rápidas mudanças, nas comunicações e no ambiente empresarial requerem indivíduos preparados para lidar com as situações mais variadas e que saibam se posicionar em um mercado globalizado. Apesar de não existir receita pronta, há algumas atitudes e certas mentalidades que podem ajudar a se tornar mais preparado e competitivo para vencer na era da informação. Nesse livro, o autor dá pequenas pílulas de ensinamentos para o leitor ter mais ânimo e conseguir avançar em uma época tão incerta. As palavras do alfabeto, a cada capítulo, mostram características encontradas em grandes líderes contemporâneos, contam histórias reais e apontam meios viáveis para alcançar seus objetivos.


O segredo da prosperidade judaica, Dor Leon Attar
São três os pilares que formam o triângulo da prosperidade: equilíbrio emocional e físico, equilíbrio e liberdade financeira e viver o seu propósito na vida. Assim como em um triângulo equilátero, cada um dos pilares possui o mesmo peso e precisa ser trabalhado igualmente para gerar os resultados esperados. Dessa forma, a proposta do livro O segredo da prosperidade judaica, do Rabino Dor Leon Attar, não se apresenta como um manual com fórmulas prontas para o sucesso, mas convida a uma introspecção e análise pessoal como forma de obter melhores resultados no futuro.


Pais que evoluem, Telma Abrahão
Nesse livro, o leitor descobrirá que, não importa quão desafiadora esteja a relação com os seus filhos nesse momento, ainda dá tempo de aprender a fazer diferente. A escritora aborda desde a importância do autoconhecimento para lidar com os filhos e ter mais equilíbrio emocional até estratégias para contornar comportamentos mais desafiadores como birras, dificuldades de colaboração e falta de reponsabilidade. O livro também passeia pela infância dos pais e mostra como momentos do passado podem ser repetidos inconscientemente e afetar profundamente a forma como os filhos serão educados, além de abordar temas indispensáveis para estreitar os laços de amor e conexão com as crianças e pré-adolescentes e prepará-los para a vida, através da construção de importantes habilidades de vida. 


Quem se comunica enriquece, Cíntia Lopes
O livro apresenta ferramentas conceituais e práticas para o leitor extrair o máximo do potencial de seu cérebro. Falar bem depende de treino e mudança de comportamento e você poderá desenvolver uma nova percepção da realidade, aprender a influenciar pessoas e conquistar os resultados que deseja. Nesta obra, você aprenderá como: mudar comportamentos limitantes; romper a barreira do medo; falar com naturalidade, técnica e eficiência; superar o medo de falar em público; fortalecer a sua autoimagem e autoestima; eliminar crenças e bloqueios que o impedem de seguir adiante, entre outros.


Uma chance de respirar, Renato Lima
Best-seller em menos de três meses após seu lançamento e com nova edição revisada e ampliada, a obra mostra a luta de médicos na reanimação de recém-nascidos por meio do Programa de Reanimação Neonatal (PRN), da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Com uma narrativa em primeira pessoa, o livro retrata desde a situação da saúde pública no Brasil, debate que veio à tona com a pandemia do novo coronavírus, até a assistência dos recém-nascidos. O autor, pediatra neonatologista, compartilha experiências e relatos vividos no Estado do Piauí durante pesquisa sobre a situação das salas de parto e dos profissionais que atendem recém-nascidos, bem como traz depoimentos de famílias que tiveram os bebês salvos em razão do treinamento.


Seja líder e amigo, Alessandro Rios
Na obra, o leitor mergulhará no universo da educação de filhos e aprenderá a construir um futuro em que será líder e amigo dos seus filhos. Ainda verá os sete vícios de pais modernos e as sete virtudes de pais tradicionais, além de aprofundar-se em temas essenciais como as ofertas do mundo ao seu filho, os filhos isolados, a melhor idade, novos conhecimentos e padrões de disciplina. 


Soft Skills: competências essenciais para os novos tempos, Lucedile Antunes (coordenação)
Você sabia que os profissionais são contratados pelo currículo e demitidos pelos comportamentos? As “soft skills” são habilidades comportamentais diretamente relacionadas à inteligência emocional das pessoas. Essas capacidades são, normalmente, adquiridas por meio das experiências vivenciadas ao longo do tempo, e não em livros e cursos, como é o caso das “hard skills”. A falta de soft skills provoca problemas comportamentais que afetam os resultados dos negócios e, principalmente, a relação entre as pessoas, causando muitas vezes desgastes e consequentemente desmotivação. A obra de coautoria, com coordenação editorial de Lucedile Antunes, reuniu especialistas que compartilharam conhecimentos, experiências e dicas práticas de 33 temas diferentes, apresentados em um estilo que irá prender a atenção do leitor, do prefácio ao epílogo.

VISÕES FEMININAS | Os 40 são os novos 20 (P.S.: não é verdade esse bilete)


Por Adriana Pimenta











Gostaria de atirar o resultado do meu teste de testosterona na pessoa que criou a falsa afirmação de que os 40 são os novos 20. A médica me disse que o hormônio estava começando a cair só um pouquinho, mas já poderia causar, além de baixa libido, perda de energia, cansaço, entre outras coisas que não me lembro (nunca) de ter sentido aos 20. Isso aconteceu dois dias depois de o reumatologista me diagnosticar com artrose no pé direito. Enquanto ele explicava do que se tratava, eu reparava mais nos fios grisalhos que despontavam do meu couro cabeludo, vendo a minha imagem refletida na tela da videochamada. Quem falou mesmo que os “os 40 são os novos 20”?  

Com vinte e poucos anos, eu trabalhava durante o dia e estudava à noite. A rotina incluía festas de faculdade, paqueras, viagens. Os 20 foram uma fase de muitas descobertas. A primeira transa, a direção do carro do pai nas mãos, o primeiro voo de avião. Na juventude, o vento bate mais forte nos cabelos e o sorriso sai mais fácil. O nível de preocupação com o futuro é baixo. Quase zero. Houve momentos difíceis, porém. Meu pai morreu. A primeira grande perda. O chão sai dos pés com a notícia. Daí tudo mudou. Mãe deprimida, mudança pra São Paulo, nova vida. Os 30 chegaram e com eles grandes paixões, viagens internacionais, morar no exterior, ascensão profissional, casamento, separação, recomeços.

Agora estou nos 40. Na realidade, com quase 48 anos, o que já me coloca naquela posição bem próxima da década seguinte. Já vivi, então, a maior parte desta. Pra mim, teve de tudo. Sonho de trabalhar na multinacional realizado, novas amizades e relações, sobrinhos deixando de ser crianças, casa nova, livro lançado. Mãe morta depois de anos de cuidados especiais. A experiência mais dura que já vivi.

Com esta rápida pincelada nas décadas, ainda não encontrei similaridades que me façam concordar com aquela fake news lá de cima. Se as comparações geracionais fossem pontuadas na Olimpíada de Tóquio, o placar estaria zerado. Ah, mas peraí. Talvez o autor ou a autora da frase do título estivesse se referindo sobre como os cuidados com a aparência física transformaram mulheres de 40 em jovens de 20. O tipo de pessoa que “ninguém diz” que já quarentou. É isso? Vamos aos fatos. A minha vizinha de frente está com 49 e não aparenta 29. Uma das minhas melhores amigas, apesar de linda como uma uva fresca, aos 42 anos, tem olhar de maçã madura. Minha cunhada é enxutérrima, já fez algumas plásticas, usa botox com frequência. Que idade ela aparenta? Já passou dos 40.

Minha médica chegou a me dizer uma vez que as mulheres de 40 correspondem, fisiologicamente falando, as de 20 do século passado porque, assim como foi com a minha mãe, as de 40 daquela geração já tinham filhos crescidos, viraram matronas, hipertensas e diabéticas. Hoje não. O Whey Protein faz parte da dieta; depois das 18 horas, só proteína; fritura uma vez ao ano, nas rabanadas no Natal. Na agenda, musculação, pilates e yoga. Sim, há um preço. E nem todo mundo paga, literalmente, por ele.

Quem foi mesmo a pessoa que afirmou que “os 40 são os novos 20”? Quanto a mim, vários indícios denunciam que este corpo que habito mudou. Mesmo sendo do tipo que manteve o peso e os longos cabelos, minhas bochechas ficam felizes às custas de visitas à dermato. As nádegas gosto de comparar com as ladeiras do bairro que moro, Perdizes, em modo descida. Estão declinantes. Conto isso com certo pesar na caneta. Perceber a mudança do meu corpo não é uma sensação agradável. Mas isso não quer dizer que busco voltar ao que já fui aos 20.

A antropóloga Mirian Goldenberg, no livro “O Corpo como Capital: Estudos sobre gênero, sexualidade e moda na cultura brasileira”, relatou uma pesquisa aplicada em brasileiras e alemães. As brasileiras têm uma aparência muito mais jovem que as alemãs, mas se sentem mais velhas e desvalorizadas, e revelam como a decadência do corpo as abala. Já as alemãs acham uma falta de dignidade uma mulher querer parecer mais jovem ou se preocupar em ser sexy, uma imaturidade e infantilidade incompatíveis com a maturidade esperada para uma mulher nessa faixa etária. Elas valorizam muito mais a realização profissional, a saúde e a qualidade de vida. Para elas, a vida deve começar aos 40, como dizem por aí. O que faz muito mais sentido do que tentarmos retroceder ao que já passou.

Até quando vamos procurar ser o que não somos ou o que já fomos buscando uma fonte da juventude? Até quando não aceitaremos que o tempo passa e que, além de tetas caídas, ele traz também outras vivências como estabilidade profissional, maturidade nas escolhas, felicidade nas pequenas coisas. Por que continuamos tentando voltar ao passado se é o futuro que nos aguarda? Os 20 são os 20 e os 40 são os 40. Bola pra frente em direção aos 50, 60, 70 e todas as alegrias que estas décadas devem nos trazer.

 | Nascida em Santos, Adriana Pimenta desde criança já tinha a leitura e a escrita em sua rotina. Lia os livros que vinham de brinde no sabão em pó e, estimulada por essas histórias, começou a colocar as suas no papel, adquirindo o hábito de escrever em diários. Cursar Jornalismo foi, então, um caminho natural. Trabalhou por mais de 25 anos com escrita e comunicação corporativa. Em 2019, concluiu a pós-graduação em Formação de Escritores de Não Ficção, pelo Instituto Vera Cruz, e decidiu colocar histórias reais no papel. É autora do livro Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco, que está sendo lançado pela Primavera Editorial.

 






SOBRE O LIVRO | Para algumas mulheres chegar aos 40 anos significa o encontro com questionamentos que até então não existiam no cotidiano. Mas, onde buscar respostas para novas dúvidas e novos desafios existenciais? Se a pessoa em questão for uma jornalista, é provável que essa crise se torne uma reportagem ou... um livro! Esse é o caso de Adriana Pimenta, que transformou a crise pessoal na obra Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco. Em uma narrativa sensível e bem-humorada, ela revela a trajetória honesta de uma mulher que enfrenta os próprios obstáculos rumo à maturidade. Em muitos momentos, a autora nos faz rir com os percalços de sua busca singular; em outros, faz chorar com as incertezas do processo. Mas, a principal reação despertada é chorar de rir com o mais humano dos relatos sobre o impacto do tempo em nossos corpos, em nossas mentes e em nossa vida.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com

 

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

As razões por trás da violência nas grandes cidades


Ex-repórter investiga por conta própria assassinato contra professora universitária em "Ambição que Mata", obra do romancista policial Joaquim Rubens Fontes








O final trágico de Cida, em Ambição que Mata, poderia ser a história de muitos professores. O Brasil já foi apontado como o país com o maior número de casos de agressões contra estes profissionais. A ficção do premiado e pós-doutor em romance policial, Joaquim Rubens Fontes, tem justamente este propósito: discutir os problemas da vida e da violência nas grandes cidades. 

Na história, a misteriosa morte da professora universitária impactou todo o Rio de Janeiro. Atingida por um tiro na nuca, Maria Aparecida foi encontrada dentro do próprio carro. Em meio a uma busca policial repleta de falhas, um ex-repórter decide investigar o assassinato por conta própria para que a filha da protagonista não fique desamparada.

O drama se desenvolve com a luta da mãe de Cida, dona Teresa, para assumir a guarda da neta. Principal suspeito do crime, Alcindo quer ficar com a filha interessado na herança deixada pela ex-mulher, que já era explorada financeiramente por ele. No meio do imbróglio, velhos amigos e antigos amantes de Cida aparecem como suspeitos.

Temos a ficha de todos os assaltantes que agem nesta área, principalmente moradores da Rocinha, do Cantagalo, do Pavão e Pavãozinho e do Santa Marta. A equipe do investigador Edgar está fazendo uma caçada naqueles morros e, não temos dúvida, já nas próximas horas os resultados deverão começar a aparecer. (Ambição que Mata, p. 24)

As expectativas do delegado Gomes Filho, porém, não se confirmam. Sem pistas para seguir, a polícia estava prestes a encerrar as investigações. O caso, então, atrai os olhares de Da Mata, um misto de jornalista, professor e investigador. Contratado por parentes e amigos de dona Teresa, ele toma frente da investigação para descobrir quem é o assassino.

Ambição que Mata apresenta a construção exata do modelo de romance policial preferido do leitor brasileiro, da contextualização do crime ao desfecho. Inspirado em autores como Edgar Allan Poe, o pai do gênero, Joaquim Rubens Fontes segue a fórmula de sucesso baseado nas pesquisas efetuadas para sua tese de pós-doutorado em romance policial, na UERJ.

Ex-professor, jornalista e contista, o romancista é autor de 18 livros, entre os quais “Nas Cordas do Violão”, vencedor do concurso Letras Brasileiras, em 2015, e “A joia desaparecida: romance policial”, vencedor do Prêmio da União Brasileira de Escritores, no mesmo ano.

Ficha Técnica:
Título
: Ambição que Mata
Autor: Joaquim Rubens Fontes
ISBN: 979-8671170801
Páginas: 236
Formato: 23x16
Preço: R$ 45
Link de venda: 
Amazon

Sinopse: Cida é uma professora, que se envolve amorosamente com traficantes perigosos e implacáveis. Quando ela é brutalmente assassinada, Da Mata, um ex-repórter com gosto pela investigação decide ajudar um amigo advogado, na defesa dos espólios da professora, para que sua única filha não fique desamparada. Sem testemunhas, provas ou pistas, e sem contar com a polícia, que apenas assiste, eles terão que enfrentar uma terrível guerra contra o ex-marido, namorados e outros poderosos com interesses escusos pelos bens de Cida.







Sobre o autor: Natural de Minas Gerais, Joaquim Rubens Fontes, 83 anos, é jornalista, ex-professor, contista e romancista. É PhD em Romance Policial pela UERJ, mestre e doutor em Letras Vernáculas UFRJ e especialista em Filosofia Medieval pela Faculdade São Bento.

Entre os 18 títulos publicados estão “Nas Cordas do Violão”, vencedor do concurso Letras Brasileiras, em 2015, “O Universo da Ficção Policial”, com a tese de pós-doutorado em Ficção Policial, e “A joia desaparecida: romance policial”, vencedor do Prêmio da União Brasileira de Escritores, em 2015.

Redes Socias:
Facebook: Joaquim Rubens Fontes
Site: https://www.joaquimrubensfontes.com.br/

Coleção "Gente pequena, grandes sonhos" vende 4 milhões de exemplares e lança novos títulos

Linha da Catapulta Editores, presente mundialmente, traz a biografia de figuras históricas para crianças.

A coleção de livros “Gente pequena, grandes sonhos” acaba de atingir a marca de 4 milhões de cópias vendidas pelo mundo e anuncia cinco novos títulos. “Gente pequena, grandes sonhos” é a proposta da Catapulta Editores para trazer como destaque nomes ilustres que fizeram história. A linha de títulos já contava com quatro livros que narram a história de Mahatma Gandhi, Coco Chanel, Frida Khalo e Marie Curie. Com o lançamento, David Bowie, Anne Frank, Stephen Hawking, Madre Teresa de Calcutá e o brasileiro Ayrton Senna chegam para  deixar as obras ainda mais completas. 


Indicada para crianças a partir de quatro anos, as obras pretendem despertar, desde a infância, o mundo mágico dos sonhos. Os livros trabalham a temática de que grandes sonhos foram, um dia, pequenos feitos. Ao todo, cada narrativa possui 32 páginas, que consideram desenhos e gravuras lúdicas. 


“Incentivar as crianças a acreditarem e realizarem seus sonhos colabora com o desenvolvimento infantil. Os livros cumprem um papel fundamental neste processo e os pequenos podem se inspirar nas grandes histórias da coleção para perceber que, mesmo na infância, é possível imaginar e realizar grandes passos”, explica Carmen Pareras, diretora da editora no Brasil.


Com o lançamento, as crianças terão acesso às histórias de personagens importantes na história de todo o mundo. A coleção é sucesso em países da Europa e nos Estados Unidos, por exemplo. 


Os novos títulos de “Gente pequena, GRANDES SONHOS” estão disponíveis no e-commerce da editora – www.catapultalivros.com.br. Além disso, podem ser encontrados nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online, pelo preço sugerido de R$ 69.90.

 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

ENTRE DUAS ETERNIDADES de José Calderoni



Acaba de sair das impressoras um dos mais originais livros de poesias lançados 
nos últimos tempos.


 Entre Duas Eternidades, a mais recente publicação do psicoterapeuta José Calderoni, vem com o novo selo “Escuta Poiese”, da Editora Escuta, já está à venda em todo o País e constitui uma interessante articulação da história de vida do autor.
   
Desde a adolescência e também por reconhecer em sua própria pele as dores do viver, Calderoni, hoje com 69 anos, desenvolveu uma extrema sensibilidade empática, grande inquietude e curiosidade com os mistérios da existência. E esta inquietude é escancarada a cada dobrar de página de seu novo livro. 

São 84 poemas dos que puderam ser recuperados de um total aproximado de 300 textos e anotações escritos e ilustrados dentro do contexto de sua história. 

Aliás, está aí um dos grandes diferenciais da obra de Calderoni, inteiramente projetada por ele. 

Cada linha, cada texto, cada esboço dos desenhos enriquecidos pelo brilhante Gil Tokio, as cores e escolhas das capas, cada detalhe da diagramação – tudo transcende em originalidade. Um exemplo é a criação do breviário com o qual o leitor pode viajar no contexto do momento de vida em que cada poema foi escrito. Ao lado, outra singularidade: um espaço para anotações de interesse do leitor que, desse modo, transforma-se em cúmplice absoluto dos poemas. 

Os primeiros versos do livro, que seguem em ordem cronológica, são de 1967-1968. O autor tinha 15-16 anos e tentava manter o espírito de criança porque o adulto que se avizinhava o assustava sobremaneira. 
Foi um dos períodos mais difíceis de sua vida. O castigavam a dor da solidão, a falta de dinheiro, a imobilidade causada sequelas impostas pela poliomielite aos cinco anos de idade... E tudo era registrado:

“Quero a mudança e não me movo.
Movo dentro da mudança, o nada.
Nada mudo, nada movo, nada de novo.
De novo me volto e paro de pensar”

Como neste texto de O Processo, escrito em 1967, Calderoni tinha o privilégio da forte presença das letras para compartilhar sua solidão, registrar a passagem da vida, as angústias e vazios da adolescência e a busca de saídas para tamanhas emoções. 
Meio amedrontado, viveu os anos mais duros da ditadura militar do Brasil tentando compreender o mundo e buscar sua identidade. Os fins dos anos 60, início dos 70, jogaram em sua cara o desassossego, o conflito da revolta pela maldade humana e da aceitação pela finitude, sentimentos demonstrados subliminarmente nos textos sobre as histórias vindas dos porões da ditadura. 

Sofreu com a tortura de amigos e professores do Colégio Vocacional, onde estudava, e seguiu para seu primeiro curso universitário na ECA-USP. Desta época, O Fim do Rato bradava o inconformismo em suas estrofes:

“As ratazanas decompostas nas ruínas
decompostas,
Perduram nos campos em trevas e treva,
Vieram visitar cidades, escombros,
Encontrando ratos, amigos mordazes.”

Em 1973, escreveu Consciência, um desabafo com a “zumbização” psicoativa e o apodrecimento intelectual ditado pelo regime militar. “Já vi muito zumbi por aí: a zunir.” 

“Em um mundo que se evapora e liquefaz vertiginosamente, poder ser contemplado com a leitura de meus versos será um privilégio”, diz o autor, na sua Introdução. 

Entre Duas Eternidades marca especialmente a juventude do escritor, mas também mostra sua visão do mundo em épocas mais adultas e maduras, até os dias de hoje. 

O último poema publicado é de 2021 e parafraseia No Meio do Caminho, de Carlos Drummond de Andrade, para mostrar sua indignação com as mazelas trazidas pela Covid-19.

Só, Só com Drummond
“Tinha a Covid no meio do caminho,
No meio do caminho tinha o capitão menor,
A foice da morte, 
... Tinha um que queria estar acima de todos,
acima das vacinas!
Mas tinha uma CONSTITUIÇÃO no meio do
Caminho !!!

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Ficha Técnica
ENTRE DUAS ETERNIDADES
Autor: José Calderoni
Editora: Escuta Poiese
Capas: Duas cores – vermelha ou amarela
Páginas: 193


Inquietude e multiplicidade de interesses
“As pessoas sempre me acharam muito distraído. Na verdade, eu sou inquieto, sempre tive muitos interesses, com vocação para o tudo, para o mínimo e para o máximo.” 

É assim que José Calderoni se reconhece. Nascido em junho de 1952, teve a infância marcada pela poliomielite que lhe roubou a mobilidade aos cinco anos e meio e jogou dramaticidade em sua vida. 

Conseguiu, apesar da doença, jogar bola, correr, brincar... ser uma criança com rotina normal!

Com o chegar da adolescência, passou a mostrar mais sua inquietude e solidão. Entrou em três faculdades com diferentes cursos ao mesmo tempo. Optou por jornalismo, na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) e psicologia na PUC. Em 1976, especializou-se em psicologia clínica e organizacional, entrou para a Academia, foi professor universitário e consultor organizacional (1977/1984).


Mas Calderoni nunca coube em uma única atividade. E se espalhou: fez Mestrado em Psicologia Clínica, proferiu palestras mundo afora, tocou o consultório... Só em 1984 casou-se com Regina, a também estudante de psicologia que havia conhecido na faculdade 11 anos antes. 

Naquele ano, fundou uma empresa no ramo de camas e colchões Box e se tornou o primeiro fabricante brasileiro do produto (1984-2003). Sua vida atribulada de empresário, terapeuta e escritor abriu espaço ainda para o papel de pai, que fez questão de cumprir com afinco e dedicação ao único filho Vinícius, hoje com 36 anos. 


José Calderoni é também autor do polêmico, e bem recebido pela crítica especializada, livro/tese - Descobrindo o Impensado: A religiosidade do Ateu Freud (e de cada um?). 
Desde seus 14 anos escreve poemas. Dos mais de 300 que fez, muitos desapareceram após mudanças de residências de sua família de origem. Os que remanesceram estão publicados agora em ENTRE DUAS ETERNIDADES.