quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Conselhos para segurar a onda nos dias difíceis


Autor carioca Márcio Musa traz reflexões sobre a vida em forma de drops e tiradas bem-humoradas em seu novo livro MM Thoughts

 Uma leitura que pode ser equiparada a uma boa conversa com amigos. Esta é a sensação que causa MM Thoughts, novo livro do autor carioca Márcio Musa, o Musinha, pela Litteris Editora. São conselhos, reflexões curtas e tiradas espirituosas sobre o dia a dia que facilmente poderiam ser debatidas em uma mesa de bar.

Os insights de Musinha, que atua como advogado, surgiram em meio ao trabalho e suas rotinas diárias e, por quase duas décadas, foram sendo redigidos em cadernos, bloco de notas no celular, e e-mails para que não fossem esquecidos.

Em 2020, com vontade de compartilhar as ideias com amigos, os pensamentos dinâmicos em forma de pílulas do saber e com pitadas de poesia viraram um livro mais atual que nunca. Leitura certeira para se esquivar de momentos de crise, como o que vivemos, e tentar relaxar – nem que seja por alguns minutos. MM Thoughts torna-se necessário.

Misturando o português com pensatas em inglês, o leitor literalmente “viaja” sobre obviedades diárias e dilemas intensos. “A vida sem sonhos é um vazio sem fim”. Reflita esta curta de Musinha e perceba como uma frase com menos de dez palavras pode trazer inúmeros significados.

Aqui e Agora

 “Renda-se ao aqui e agora. O passado já se foi. O futuro ainda não chegou. Não antecipe os problemas, colocando a “carroça na frente dos bois”. Saiba deixar pra depois o que é pra depois. Tudo tem a sua hora – tempo! – e o seu momento. Não viva ansioso, querendo sempre estar em outro lugar. Passe a viver bem o presente, pois o presente é precioso. Se a notícia de um problema chato lhe chegar numa sexta-feira de tarde, melhor se preocupar muito com esse problema na segunda-feira”. (MM Thoughts, p. 37)     

 O próprio autor conta que escreveu os pensamentos sem pressa, saboreando cada reflexão. Vale o mesmo para a hora da leitura. Musinha sugere ainda um bom vinho como acompanhamento. Enjoy it!

 

Ficha técnica:
Título:    MM Thoughts
Autor: Márcio Musa
Editora: Litteris
ISBN: 978-65-5573-000-5
Páginas: 88
Tamanho: 18 x 18 cm
Preço: R$ 44 e R$ 12 (E-book Kindle)
Link de venda: https://amzn.to/3lWvHJI

 

Sinopse:
Pouco mais de quatro anos do lançamento da sua fábula infanto-juvenil “Canários Livres”, Márcio Musa traz, em seu segundo livro, um apanhado de pensamentos, ideias, conselhos e curtas histórias registradas ao longo de quase duas décadas. Este livro, no entanto, não é para crianças. MM compartilha tiradas espirituosas e algumas inquietudes, mostrando que sobriedade e loucura precisam coexistir. A publicação ainda conta com ilustrações de João “100DENT” Martin.

 

Sobre o autor:
Márcio Xavier Ferreira Musa, mais conhecido como Márcio Musa, o “MM” ou simplesmente Musinha, tem 46 anos, é carioca e formado em Direito. Aos 19 anos, tomou gosto pela leitura de contos, crônicas e alguns clássicos da literatura brasileira, sendo admirador das obras de Machado de Assis. Em 2016, lançou o seu primeiro livro (de bolso), a fábula “Canários Livres”.

Redes Sociais:
Instagram: @marciomusa
Facebook: MarcioMusa
Twitter: @musa_marcio

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Maratona do Escritor: a independência que sua carreira precisa começa dia 7 de setembro


Segunda edição do maior evento on-line para escritores ajuda no desenvolvimento do marketing pessoal e ensina a se destacar no mercado editorial

Você é escritor ou pensa em ser um? Quer desenvolver sua carreira e tornar seu livro famoso? Embarque com a gente na 2ª edição da Maratona do Escritor. O evento que é 100% on-line e gratuito ocorre de 07 a 10 de setembro às 20h e trará a independência que você precisa para alavancar seu livro!

São quatro dias de mentoria AO VIVO com a Lilian Cardoso, diretora da LC Agência de Comunicação com mais de dez anos de expertise no mercado editorial. A jornalista já divulgou vários best-sellers nacionais e internacionais e, nesse megaevento, abordará temas como desenvolvimento pessoal e profissional, além de ensinar as melhores técnicas de marketing para a divulgação do livro, copywriting, elementos de um best-seller, como fazer uma capa arrasadora e muito mais.

A segunda edição da Maratona ainda contará com convidados especiais como: Francisco Martins, Paulo Maccedo, Marcos Torrigo e Marina Avila. Todos são especialistas que vão ajudar a potencializar ainda mais o aprendizado dessa imersão singular em busca do sucesso no mercado literário.

Ah! No final do evento, a Lilian Cardoso apresentará uma oportunidade única para quem quer viver da escrita, além de disponibilizar uma nova versão do eBook especial “O Livro Secreto do Autor”. Mas, claro, tudo isso será só para quem estiver inscrito na Maratona do Escritor, então não perca!

Para participar do evento 100% on-line e gratuito é necessária a inscrição no link: https://maratonadoescritor.com.br/2020! Esperamos você lá, hein?!

Caminho de Santiago: do fim surgem novos começos


Em "O Destino é o Caminho", o escritor carioca Ricardo Rangel mistura informação e observação, paisagens e pessoas, ideias, lembranças, risos e reflexão em uma deliciosa viagem pelo celebrado Caminho de Santiago

Hipócrates dizia que caminhar é o melhor remédio. Para Thomas Jefferson, não existe nada melhor quando o objetivo é descansar a mente. Há quem diga o contrá­rio: andar é bom para fazer a mente funcionar. Aristóteles gostava de ensinar filosofia enquanto caminhava. Nietzsche afirmava que todas as grandes ideias são concebidas enquanto se caminha.

A visão destes grandes pensadores reflete uma premissa seguida por muitos homens ao longo da história: caminhar é preciso. E foi após a jornada por uma das principais rotas de peregrinação do mundo que o escritor carioca Ricardo Rangel presenteia o público com O Destino é o Caminho – Uma crônica do Caminho de Santiago, lançamento da Edições de Janeiro.

A partir de fragmentos da história particular do autor, o leitor passa a compreender o que leva milhares de pessoas a se deslocarem, todos os anos, para seguir um percurso de quase 800 quilômetros a pé. Para o autor Ricardo Rangel, a resposta, imprecisa antes da partida, estava na busca pela “desconexão total de tudo e de todos”. 

O Caminho de Santiago de Compostela era uma hipótese distinta. Para começar, era diferente de tudo o que eu já havia feito; uma experi­ência intensa de muitas maneiras, não apenas no sentido físico. Também me atraía o fato de ser um lugar onde não há, em absoluto, decisões para tomar: você acorda de manhã e anda sem nem sequer precisar pensar para onde, pois existem setas amarelas por todo lado apontando a dire­ção a seguir. Basta colocar um pé adiante do outro e deixar (ou não) o pensamento fluir. Além disso, dizia-se que as paisagens são belíssimas. Como se isso tudo fosse pouco, sempre há muita gente fazendo o Ca­minho, de modo que cada um tem a oportunidade de decidir — minuto a minuto — se quer solidão ou socialização. (O Destino é o Caminho, p.19)

Ricardo iniciou o trajeto pelo Caminho Francês, o mais tradicional de muitos que levam a Santiago de Compostela e, por isso mesmo, um paraíso de peregrinos. Para ele - e os companheiros de viagem -, foram 42 dias de caminhada. Em alguns, chegou a percorrer 27 quilômetros; em outros dias, o cansaço e os calos nos pés exigiram uma pausa maior.

Os detalhes dessa experiência tornam de O Destino é o Caminho – Uma crônica do Caminho de Santiago leitura indispensável para quem planeja ou, até então, nunca pensou em se aventurar pelas terras do norte espanhol. O roteiro, a preparação, a indicação de livros, filmes e site sobre o caminho, o que levar ou não na mochila, um índice onomástico, a riqueza cultural em forma de imagem. Tudo cuidadosamente registrado para o bel prazer do leitor viajante.

Se a liberdade é não sentir medo, como sintetizou a icônica Nina Simone, o Caminho de Santiago de Compostela representa a ausência dos temores e, paradoxalmente, a total plenitude gerada pela constatação de que o meio é o próprio fim. Nas palavras de Ricardo Rangel, “o destino é a viagem”.

 

Ficha técnica 
Título: O Destino é o Caminho
Autor: Ricardo Rangel
Editora: Edições de Janeiro 
ISBN: 978-85-9473-039-8 
Páginas: 192
Formato: 16x23 cm
Preço: R$ 68,00 
Link de venda: https://bit.ly/2DuFPrZ

Sobre o autor:  Ricardo Rangel é escritor, tradutor, analista político, colunista da revista Veja. Autor de Passado e Futuro da Era da Informação (Nova Fronteira) e Uma Nação Sem Noção (Autografia), já foi programador de computadores, analista de sistemas, administrador de empresa, produtor de cinema e TV, e até candidato a deputado. Ricardo tem uma filha, e, quando não está viajando, mora no Rio de Janeiro, onde nasceu há 56 anos.

Fundo +LIVROS recebe quase R$ 500 mil de mais de 1100 apoiadores


Campanha do Catarse a favor do mercado independente entra na fase final e analisa a documentação enviada pelos 106 pré-selecionados

Adicionar legenda

Os números finais da Campanha +LIVROS mostram que a soma de esforços repercutiu: foram R$ 485.154,00 arrecadados por meio de 16 marcas parceiras e 1101 apoiadores. Além de ajudar o setor, os doadores também foram agraciados com recompensas, como cupons de descontos, e-books exclusivos e mentorias profissionais.

A exemplo de outras iniciativas criadas durante a pandemia do Coronavírus, a Campanha +LIVROS foi lançada em julho com objetivo de atenuar os efeitos da crise do mercado editorial. Em 13 anos, o setor encolheu 20% no país, segundo dados da pesquisa da Nielsen Book, feita a pedido da CBL – Câmara Brasileira do Livro.

Responsável pela iniciativa, o Catarse selecionou 106 participantes, de um total de 689 inscritos. São autores, editoras e livrarias independentes, que seguem agora para a segunda e última etapa do processo seletivo, na qual serão coletados os documentos comprobatórios.

A seleção passa por critérios e requisitos estabelecidos em edital, como a receita máxima anual dos autores, livrarias e editoras, já que a intenção é ajudar os que mais precisam. O valor a ser recebido – R$ 2 mil para cada autor e R$ 5 mil para cada livraria e editora – poderá ser utilizado em diferentes ações, inclusive para pagar contas.

Profissionais de referência do mercado editorial, entre os quais Felipe Castilho, Alessandra Ruiz, Bruno Mendes e Ketty Valencio, fazem parte do corpo técnico responsável pela seleção dos beneficiários. A lista final dos contemplados deve ser divulgada até o fim de setembro.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

"O Coração do Rei": romance histórico revela fatos da vida e nuances inéditas de dom Pedro I


Iza Salles apresenta um dos períodos mais ricos e significativos da história do Brasil sob a ótica de seu principal protagonista

Adicionar legenda

Muito já se escreveu sobre o primeiro imperador do Brasil, mas nada que se compare aos comentários apresentados em O Coração do Rei - A vida de dom Pedro I: o grande herói luso-brasileiro. Publicada pela Edições de Janeiro, a obra externa facetas pouco conhecidas do jovem impetuoso em seus 36 anos.

Com curiosidade jornalística, apurada pesquisa em documentos e periódicos de época e um prazeroso estilo literário, a jornalista e escritora Iza Salles vai além. Retrata um estadista astuto, negociador, gestor, respeitoso filho, pai apaixonado e um defensor das liberdades democráticas, ainda que nascido em berço autoritário.

O absolutismo que moldara na infância sua índole indomável nele se alternava com a admiração incontida pelos princípios do constitucionalismo, por cuja beleza fora arrebatado muito jovem. Resistia a se deixar comprimir nos moldes constitucionais, mas, ao mesmo tempo, submetia-se a eles. (O Coração do Rei, p.253)

O fio condutor da emocionante narrativa é frei Antônio de Arrábida, religioso que acompanhou dom Pedro em praticamente toda a sua vida. A escolha de um narrador para contar a história nasceu das muitas referências feitas por Otávio Tarquínio de Sousa ao frei nos três volumes de sua obra, “A vida de Pedro I”. A importância do religioso na trajetória do rei tinha sido, até então, ignorada.

Em O Coração do Rei, outros três religiosos ajudam a narrar os acontecimentos nos dois lados do Atlântico, e que fazem emergir o perfil de dom Pedro de forma precisa. Ao fim da obra, o leitor pode constatar – com ajuda da autora - que, na verdade, trata-se dos três maiores historiadores brasileiros do século XX, hoje quase esquecidos, a quem Iza Salles presta homenagem.

Mais uma bela surpresa trazida pela escritora, jornalista formada em 1965 pela então Universidade do Brasil, presa política pela ditadura em 1970, e repórter em jornais de resistência como Opinião e Pasquim. Às vésperas de completar o bicentenário da nossa independência – em 2022 –, o livro prenuncia os eventos comemorativos que terão como marco a reinauguração do Museu do Ipiranga, marco da emancipação brasileira.

 

Ficha técnica 
Título: O Coração do Rei
Subtítulo: A vida de dom Pedro I: o grande herói luso-brasileiro
Autor: Iza Salles
Editora: Edições de Janeiro
ISBN: 978-85-9473-035-0 
Páginas: 360
Formato: 16x23 cm
Preço: R$ 69,00 
Link de venda: Amazon

Adicionar legenda

Sobre a autora:
Formada em jornalismo em 1965 pela então Universidade do Brasil, Iza Salles começou como repórter no Jornal do Brasil e no Diário de Notícias. Em seguida, foi bolsista do governo francês pela Fondation des Sciences Politiques, entre 1966 e 1967. Após retornar ao país, foi presa pela ditadura em 1970, respondendo a processos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Trabalhou nos jornais de resistência Opinião e Pasquim com o nome de Iza Freaza e voltou à Europa em 1977 com nova bolsa de estudos dada pelo Journalistes en Europe. Morou dois anos entre Madri e Paris, e mais de cinco em Roma. Retornou ao Brasil em 1984 como correspondente do jornal Expresso, de Portugal (1981-2003). O Coração do Rei é o seu segundo livro. O primeiro, Um cadáver ao sol, foi publicado em 2005. 

Redes sociais
Instagram: @edicoesdejaneiro
Facebook: Iza Salles | Edições de Janeiro

PEC que garante isenção a livros, jornais e periódicos começa a tramitar

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) conseguiu as 27 assinaturas mínimas de apoio para apresentar proposta de emenda à Constituição que garante imunidade tributária a livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão (PEC 31/2020).


A medida, no entender de Randolfe, se torna mais relevante depois que o governo apresentou, em julho passado, o projeto (PL 3.887/2020) que cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em substituição à Contribuição ao Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e ao Programa de Integração Social e Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). A mudança proposta pelo governo acaba com a isenção, passando a taxar a indústria do livro em 12%. Hoje o mercado de livros é protegido pela Constituição de pagar impostos (art. 150). A Lei 10.865, de 2004, também garante aos livros a isenção da Cofins e do PIS/Pasep.

Segurança jurídica

A partir da proposta do governo, Randolfe avalia que tornou-se necessário consolidar a segurança jurídica sobre todas as políticas que isentam as indústrias de livros, jornais, periódicos e o papel utilizado para impressão.

"É salutar que se constitucionalize a ideia macro de zerar a carga tributária geral incidente sobre os livros; mesmo que isso seja feito, na PEC, afastando-se a competência tributária do ente, e não zerando a alíquota propriamente. Tal fato é, em certa medida, uma realidade da interpretação jurídica atual, que já estende a imunidade a impostos, por interpretação teleológica objetiva, às demais espécies tributárias. Tornou-se imperioso solidificar este entendimento. Neste mesmo sentido, a própria imunidade tributária já é estendida aos livros eletrônicos, inclusive pelo próprio teor da Súmula Vinculante nº 57. Ou seja, não se trata exatamente de uma novidade no ponto, mas, novamente, de uma constitucionalização da prática judiciária", aponta o senador na justificativa da PEC.

Pelo texto da PEC, os governos federal, estaduais e municipais ficam expressamente proibidos de instituir qualquer tributo sobre livros, jornais e periódicos, sejam físicos ou eletrônicos. Randolfe defende que os livros são um instrumento primordial de evolução civilizatória, resguardam a pluralidade de ideias e a liberdade de expressão, e tornaram-se um dos pilares das democracias modernas.

O senador cita ainda que o escritor Jorge Amado, consagrado mundialmente e que foi deputado constituinte em 1946, foi o primeiro a propor isenção tributária sobre a indústria de livros. Sua proposta foi aprovada e entrou na Constituição, sendo depois mantida pela Constituição de 1988.

Fonte: Agência Senado

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/08/31/pec-que-garante-isencao-a-livros-jornais-e-periodicos-comeca-a-tramitar 

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Resenha do Livro A Isca de João Pedro Portinari Leão publicado em 2019 pela Editora Edite.

No livro A Isca, João Portinari conta de forma leve e envolvente o ataque que sofreu em 20 de abril de 1997 por um tubarão-branco enquanto velejava sozinho de windsurfe a 25 quilômetros da costa.

João saiu para velejar em um domingo de abril perfeito em Búzios, litoral do estado Rio de Janeiro: sol e muito vento. O que ele não sabia é que aquela véspera de feriado de Tiradentes traria o maior desafio pelo qual passaria na vida: sobreviver ao ataque de um tubarão-branco de quase quatro metros de comprimento.

Sentiu uma batida. Em seguida, um puxão violento, que, rasgando sua perna, o levou para debaixo d’água. Não havia dúvida: a morte era certa, rápida e sem sofrimento. Seu último mergulho. Mas, de repente, o tubarão o soltou. 

João se viu imerso em uma poça de sangue, seu próprio sangue, em mar aberto, a quilômetros da praia. A partir dali começava a velejada mais importante de sua vida. Cada segundo seria determinante na sua corrida para permanecer consciente – e vivo!
Narrado em primeira pessoa, esse é um livro de leitura rápida contém várias imagens. João relata seu amor pelo mar e a relação que sua família possui com ele. João vem de uma família de pescadores e desde criança ter um forte contato com o mar.

Além de falar sobre o ataque que sofreu o autor também nos lembra sobre o respeito que devemos ter com os animais marinhos, sobre a importância de não poluir o mar. Descreve cenários incríveis, tudo de forma direta e sem enrolação.

Super recomendo a leitura desse livro e dou 5 estrelas para a obra.

Fotos do Autor: 

De mãe para filha: o que o cinema pode nos ensinar sobre a feminilidade

Psicanalista e escritora Malvine Zalcberg mapeia a construção de identidade entre mães e filhas a partir de paralelos com grandes filmes contemporâneos na obra "De menina a mulher"

O cinema e a psicanálise nasceram juntos, no século 19. Alfred Hitchcock ocupou perfeitamente esse espaço, ao aplicar a psicanálise às suas produções. A partir deste mesmo referencial, a psicanalista e escritora Malvine Zalcberg analisa a construção de identidade entre mães e filhas em De menina a mulher: cenas da elaboração da feminilidade no cinema e na psicanálise.

Em 352 páginas, a doutora em Psicanálise se utiliza dos enredos dos filmes – muitos oriundos da literatura autobiográfica e das ficções – para transitar sobre as questões que envolvem o referencial da figura da mãe na construção da identidade feminina. Razão e Sensibilidade, Melancolia, Animais Noturnos e De Olhos Bem Fechados estão entre as produções que emprestam nomes - para titular os capítulos – e histórias à abordagem psicanalítica de Malvine.

“Meu amor, seremos apenas um, isto é... eu”: esse trecho, extraído
do filme Manhattan (1979), de Woody Allen, é uma ilustração,
estranha e inquietante, do jogo narcísico da relação passional podendo
ser aplicado frequentemente à relação mãe-filha. O objeto,
tornado único e insubstituível, é convidado, por sua própria idealização,
a desaparecer enquanto outro – isto é, o ser amado, porque
único, é convidado a permanecer colado ao seu criador, para que
este possa apreciar sua obra. (De menina a mulher, p. 97)

Em torno da pergunta “O que é ser mulher?”, a psicanalista mostra os delicados fios que se desenvolvem para tecer a estruturação psíquica feminina. Ela analisa os aspectos envolvidos na criação de uma identidade própria que cabe a cada mulher conquistar, já que mais do que ‘nascer mulher, ela torna-se’. Para tanto, desde pequena a menina depende, em grande parte, dos recursos psíquicos dotados pela mãe, influenciada também pela forma como esta lida com a própria feminilidade.

Lançado também em francês, De menina a mulher nasce do desejo da autora – convencida da importância de transmitir as contribuições da psicanálise ao grande público - de trazer uma abordagem não sobre as mulheres, mas para elas, nesse caminho delicado, complexo e enigmático no relacionamento de mãe e filha. Enquanto elas terão respostas, os homens encontrarão perguntas que os farão rever conceitos e crescerem em humanidade.

 

Ficha Técnica 

Título: De menina a mulher: cenas da elaboração da feminilidade no cinema e na psicanálise 
Autor: Malvine Zalcberg
Editora: Edições de Janeiro
ISBN:    978-85-9473-032-9 
Páginas: 352
Formato: 14x21 
Preço: R$ 85,00 
Link de venda: Amazon

 

Sinopse: O livro apresenta um estudo sobre a formação da feminilidade a partir da relação mãe x filha analisada através das lentes de filmes de variadas épocas. "O grande amor que uma menininha devota à sua mãe é, sem dúvida, genuíno mas não desinteressado. A menina ama sua mãe porque precisa dela – como o menino – para crescer. Mas, a menina também ama sua mãe porque precisa dela – e, nisto difere do menino – para conquistar sua identidade feminina. A mulher depende, assim, em grande parte, dos recursos psíquicos com os quais a mãe – a primeira – a dota, abrindo o caminho, em seguida, para outras aquisições formadoras de sua identidade feminina. Resta esperar que esta (a mãe) saiba como fazê-lo.”

 

Sobre a autora: Malvine Zalcberg é psicóloga, psicanalista e doutora em Psicanálise. Ao longo de 26 anos de atividades acadêmicas, ocupou cargos como Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (atualmente afastada) e Coordenadora do Curso de Pós-graduação lato senso em Psicanálise do Instituto de Psicologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), além de chefe do Serviço de Terapia de Família no Serviço de Psiquiatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto. 

Convencida da importância de transmitir as contribuições da psicanálise ao grande público, vem se dedicando a esse objetivo paralelamente ao exercício da prática clínica e de participações em congressos e seminários de Psicanálise. 

Em seus livros, bem como em suas intervenções em diversos meios de comunicação, expõe conceitos psicanalíticos em linguagem clara e acessível, sem, no entanto, abrir mão do rigor teórico. 

 

Redes sociais

Instagram: @zalcbergmalvin@edicoesdejaneiro

Facebook: MalvineZalcberg | Edições de Janeiro

domingo, 23 de agosto de 2020

Resenha do Livro Você é Minha Vida do Autor Ferzan Ozpetek, publicado em 2020 pela Editora Skull.


Você é minha vida é um Romance narrado em primeira pessoa que tem como personagem principal um renomado diretor de cinema e tem como cenário Roma. Com uma narrativa envolvente o autor nos traz personagens cativantes e inesquecíveis como uma trans egocêntrica entrando na terceira idade, um príncipe cleptomaníaco, uma telefonista que queria ser atriz, uma linda garota com um espírito inquieto. E ainda, intelectuais refinados, românticos incorrigíveis, famosos cinéfilos, amantes rejeitados e mães nada banais. De fundo, o prédio da Via Ostiense onde tudo acontece, via sacra de diferentes solitudes, mas também de amizades intensas e paixões avassaladoras.
Nosso personagem principal esta em um carro narrando para seu amor seu mundo “antes dele” e inicia assim uma viagem no tempo, para trás e para frente: os primeiros anos na Itália, onde chegou da Turquia ainda menor de idade com o sonho de estudar e fazer cinema, as pessoas que o marcaram, os amigos, os amores, as esperanças, as desilusões, os sucessos. Com um final surpreendente vemos o quanto ele ama seu parceiro. 

É uma história bem construída digna de virar filme, um livro que fala como era a vida naquele tempo em que se falava olho no olho, aonde se curtia e conquistava com um sorriso direto, sem máscaras. Aonde não era preciso digitar uma senha para entrar em contato com alguém, e a cada manhã acordava-se com um amigo a mais. 
 
O autor fala que somente quando você consegue criar raízes em um lugar é que pode realmente ir longe. Porque saber de onde você vem, ajuda a ter em mente quem você é, onde quer que esteja. Eu concordo com ele e refletir após a leitura desse livro que traz várias lições de vida, como:

“É tão raro que duas pessoas feitas uma para a outra se encontrem. O mundo está cheio de seres infelizes que se apaixonam pelo tipo errado e acabam sozinhos, que sofrem e choram lagrimas amargas, que acreditam conhecer o sabor do amor e, contudo, experimentaram somente uma pálida imitação”
“A vida nunca é exatamente como queremos: sempre nos oferece surpresas e, quanto mais somos capazes de nos adaptar as mudanças de programa, melhor é. O importante, porém, é jamais trairmos a nós mesmos porque se teimamos em não escutar o amor estamos perdidos”

 Você é minha vida é um livro repleto de lições e fala sobre vários temas, como: homossexualidade, aids, amor, perdas e conquistas. 

O livro possui 238 páginas, folhas amarelas e orelha. 

A diagramação está perfeita. 

A capa foi feita por Décio Gomes, Diagramação por Bruno Lira, Preparação de Texto por Mari Vieira, Revisão por Silvio Meneses Garcia/ Felipe ungaretti /Mari Vieira com Adaptação e Tradução de Rafael Belincanta. 

Depois de me emocionar que essa história não tem como não dar 5 estrelas para essa obra e super recomendar para todos os amantes do gênero romântico.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Liberdade: uma palavra excluída do dicionário

Obra de estreia da Editora Opala, "A Rainha Perdida" retrata sociedade sem fome ou violência, mas com um preço alto a pagar

Qual preço você pagaria para viver em uma sociedade sem fome e violência? Em Aghaia, os moradores foram privados da liberdade. Eles trabalham 14 horas por dia e não podem ultrapassar os muros dos distritos.

A realidade, que se passa no pós-guerra, em um período marcado por tragédias ambientais e escassez de recursos naturais, forma a trama de A Rainha Perdida, primeiro volume da trilogia da escritora Ana Cristina Melo. A obra marca a estreia da Editora Opala no mercado.

Um dos países criados pela nova divisão mundial, Aghaia é governado por Petrus, um rei que mantém um controle cruel sobre todos a ele subordinados. Nesse cerco encontra-se Ellena, jovem nascida no distrito 7 que descobre o improvável: a palavra “liberdade” foi abolida do dicionário.

 Foi a partir daí que não parei de pensar o que mais a Capital nos esconde. Hector diz que, por enquanto, podemos descobrir um pouco mais nos livros, mesmo que ele esteja se arriscando para isso. Uma loucura dele, sem dúvida. Ladrões são severamente punidos. Eles e, às vezes, suas famílias. (A Rainha Perdida, pág. 13)

Envolto em discussões políticas e sociais, a história também se prende em um triângulo amoroso entre Ellena, Lukhas e Reed, os príncipes herdeiros dessa sociedade distópica. Esta é, aliás, uma das principais marcas da autora, que cria metáforas a partir de vivências cotidianas para fazer o leitor repensar “verdades” enraizadas e há muito reproduzidas.

A Rainha Perdida toca em diferentes temas essenciais, como a perspectiva de crescimento pessoal dentro das favelas, as diferenças entre áreas nobres e subúrbios, passando pela sustentabilidade e as novas tecnologias para utilização dos recursos naturais. Uma ficção distante dos enredos fantasiosos, segundo a autora, “com personagens tão humanos quanto eu e você”.

 

FICHA TÉCNICA:
Título: A Rainha Perdida
Autora: Ana Cristina Melo
Editora: Opala
ISBN:  9786599136900
Páginas: 368
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Preço: R$ 49,90
Link de venda: https://bit.ly/2E0JrBT

Sobre a autora: "Minha carreira de escritora começou há 15 anos. O desejo de escrever ficção nasceu quando eu era apenas uma menina. Autora de livros infantis, juvenis e para o público adulto, me encanta criar universos onde eu posso metaforizar os problemas do nosso cotidiano, levando os leitores a refletirem e repensarem as verdades que estão enraizadas em nós. Por meio de meus livros, costumo trabalhar temáticas e gêneros que gosto de ler e que me acrescentam sempre uma nova reflexão. Já falei sobre inteligência artificial, viagem no tempo, fantasia, porém faltava um romance distópico. Mas eu não queria um enredo fantasioso, com personagens com superpoderes, ou enfrentando grandes obstáculos. Queria personagens tão humanos quanto eu e você, vivendo emoções e experiências que podem se encaixar na vida de muitas pessoas.   Espero que vocês entendam todas as entrelinhas de Aghaia. Ellena é um pouco de mim e de você, assim como Vick, Reed, Luke ou qualquer outro personagem dessa história.